Brasília - Agora em julho, a seleção brasileira completa 100 anos da primeira partida da sua história e nunca, neste tempo todo, a equipe sofreu uma derrota mais acachapante do que a goleada de 7 a 1 diante da Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo. O resultado, de enormes proporções, será para sempre lembrado pelo torcedor, pelos jogadores e pelo técnico Luiz Felipe Scolari.
Nesta sexta-feira, Felipão disse que levará para o túmulo a dor da derrota. "A terça-feira foi difícil, a quarta, quinta, a sexta está sendo difícil e provavelmente vai ser difícil para o resto das nossas vidas. O que o torcedor sentiu não vai ser de um dia para outro que vai modificar. Acredito que vou viver mais uns 20 anos e vou para sempre relembrar e vai ser relembrado por todos", admitiu o treinador, em entrevista coletiva no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.
Um dia antes da partida contra a Holanda, em Brasília, o treinador reconheceu que nunca mais será o mesmo que voltou à seleção com status de salvador da pátria, no começo do ano passado, com a promessa de levar o Brasil ao hexa. "Eu não posso sair da mesma forma que entrei, tantas coisas que mudaram, tantas coisas que vivi que estão acrescentadas na minha vida. Não vai ser a mesma coisa, não será nada igual ao que eu já tinha vivido até iniciar o trabalho com a seleção", comentou. (A.E.)

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