Goleada estava desenhada
Antes da estréia do Londrina no Campeonato Paranaense, fui ao Estádio do VGD ver de perto a Portuguesinha - de Amarildo, Giacomini e outros abnegados -, enfrentar o União. Lá encontrei o Canhoto, que queria ver o União, adversário da Lusa. Falamos um pouco e nas entrelinhas, o então treinador do Tubarão disse que o grupo que tinha em mãos era muito fraco. Que precisaria de pelo menos mais uns quatro jogadores de nível para montar um time que tivesse a condição de pelo menos brigar para entrar no quadrangular final do nosso campeonato. Mas, depois assistindo a alguns treinos, pude sentir que o Canhoto tinha sido otimista na sua análise ou não quis dizer a verdade, porque o grupo que ele tinha para a competição era - e é - realmente muito fraco.
Na estréia, o 1 a 1 com o Apucarana, não agradou muito, isso sem falar no pênalti, que o árbitro não deu contra o Londrina. Depois foi a Francisco Beltrão e novo 1 a 1. Fora de casa, até que passou. Veio o Atlético, aqui e a primeira derrota: 3 a 0. O Londrina depois foi a Cambará e lá perdeu de novo: 1 a 0. Queda do técnico Canhoto. O primeiro erro dos dirigentes.Com Lico no comando, o time ganhou do Maringá, de 1 a 0, numa marra de dar dó. Foi só, porque depois levou outros 3 a 0, do Rio Branco e empatou, com o Iraty, naquele pênalti inexistente anotado pelo árbitro, aos 51 minutos, que ‘salvou’ o Tubarão. Se toda a campanha antes de enfrentar o Ponta Grossa for analisada com cuidado, dava para se ter a idéia que perderia em Ponta Grossa. Vá lá, 5 a 0 é muito. Mas será que os jogadores gostaram de levar esta goleada?
Digo isso porque foi injusta a decisão da Sociedade Amigos do Londrina (SAL) de punir o elenco, obrigando os profissionais a treinarem nesse período carnavalesco. Ora, a diretoria já havia tomado uma decisão, que era de dar folga. Os jogadores elaboraram seus planos com os familiares. Não foi preparo físico que faltou em Ponta Grossa. Foi um elenco de melhor nível, quem sabe até porque a diretoria não soube trazer bons jogadores ou faltou dinheiro e sei que esta é a hipótese mais certa. Mas punir por derrota é no mínimo ridículo. Ainda mais da maneira como foi tomada. O que profissional mais detesta é ser goleado. Mas depois da decisão da SAL, acredito que tem jogador imaginando que os 5 a 0 bem que poderiam ser mais.
Entendo a ira dos dirigentes da SAL. Afinal, no ano passado deram uma ‘banana’ para o Varlei, no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Tentaram trazê-lo de volta. O treinador não só devolveu a ‘banana’, mas um juro de 5 a 0. Que a SAL vá se acostumando, pois com esse time, outras goleadas virão. Só que este ano não haverá mais carnaval para punir o elenco e isso vai frustrar ainda mais os dirigentes.

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