Brasília - Aymoré Moreira, Zagallo, Carlos Alberto Parreira e agora Dunga. Aos trancos e barrancos, o atual técnico da seleção caminha para entrar em um dos mais seletos grupos da história do time nacional. Depois da goleada sobre Portugal ontem, em Brasília, por 6 a 2, Dunga afastou o risco de demissão imediata.
Assim, ele será o técnico do time no começo de 2009. Dessa forma, vai entrar na sua quarta temporada consecutiva no comando da equipe.
Nos últimos 50 anos, quando o Brasil entrou para o mapa das potências depois do primeiro título mundial (em 1958), antes de Dunga só Aymoré, Zagallo e Parreira conseguiram entrar no quarto ano sem interrupções no emprego. Nomes muito mais badalados, e com um currículo na profissão muito melhor, não chegaram a tanto.
Telê Santana, que dirigiu a equipe em duas Copas, emplacou três temporadas seguidas, assim como Vanderlei Luxemburgo e Cláudio Coutinho. Emerson Leão só emendou duas, como fizeram Luiz Felipe Scolari e Sebastião Lazaroni.
É verdade que Dunga tem um aproveitamento global que impressiona. Em 35 jogos no comando da seleção, conquistou 71% dos ''pontos'' - incluindo amistosos na relação. Luxemburgo, por exemplo, foi um pouco melhor e não durou tanto - teve performance de 74% entre 1998 e 2000, quando dirigiu a seleção brasileira.
Mas também é fato que, neste ano, mesmo com a vitória sobre Portugal, Dunga caiu consideravelmente de produção. Em 11 jogos com a seleção principal, ele registrou um aproveitamento de 64%, contra 75% registrados nas suas duas primeiras temporadas.
O time só volta jogar em fevereiro, quando enfrenta a Itália, em Londres. Pelas eliminatórias da Copa, a seleção joga no final de março, contra o Equador, em Quito.

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