Goleada deixa Leão na corda-bamba
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domingo, 23 de abril de 2006
Por Goncalo júnior<br> Agência Estado 
São Paulo - O futuro de Emerson Leão no Palmeiras será definido hoje, em reunião entre o presidente Afonso Della Monica, o vice José Cyrillo Jr., o diretor Salvador Hugo Palaia e o gerente Ilton José da Costa. A situação do treinador ficou bem complicada depois da humilhante derrota para o Figueirense, por 6 a 1, no sábado.
O encontro desta segunda-feira é a continuação da reunião dos diretores na manhã deste domingo, logo após a chegada da delegação do Palmeiras de Florianópolis.
Três fatores fizeram com que o futuro de Leão não fosse resolvido neste domingo: a viagem do treinador para o litoral que o impediu de ir à reunião com a diretoria, seu currículo e a história que construiu no clube e a falta de consenso da diretoria (uma corrente defende a permanência do técnico; a outra quer sua saída).
Palaia é o representante da primeira ala. ''O Leão tem contrato até 31 de dezembro e hoje é o técnico do Palmeiras. A responsabilidade pelos resultados não é do treinador'', disse.
O vice-presidente José Cyrillo Jr. defende o contrário. ''Na nossa decisão não vai pesar só o resultado contra o Figueirense, bem embaraçoso. O problema é que o time já não foi bem contra o Cerro e na estréia no Brasileiro. E não são apenas os resultados que pesam. É a falta de melhoria, de reação. O problema não é perder três, quatro ou cinco jogos seguidos. É que não estamos vendo é reação'', avisou.
O dirigente acredita que o relacionamento entre o elenco e Leão está desgastado. ''Alguns jogadores passam por cima dessa cobrança pública, mas outros entram abatidos nos jogos. Por exemplo, essa história de ele falar que o time é nota 5. Foi infeliz'', criticou Cyrillo.
''O Palmeiras injetou muito dinheiro no período de um ano. O departamento de futebol gastou US$ 30 milhões. Não é qualquer clube no Brasil que tem esse orçamento, por isso é preciso mostrar resultado'', atacou o ex-presidente do Clube, Mustafá Contursi.
Neste domingo, o dia foi tumultuado. Para evitar contato com a torcida, um ônibus pegou a delegação já na pista do Aeroporto de Congonhas. Na madrugada, os muros do Palestra receberam pichações (''Fora Palaia!'' e ''Vergonha''), apagadas de manhã por funcionários do clube.


