Santiago - A pressão de uma longa espera por uma conquista de peso une argentinos e chilenos na decisão da Copa América, neste sábado, em Santiago. Os donos da casa já foram quatro vezes vice-campeões do torneio, mas nunca levantaram a taça. A Argentina vive um jejum de 22 anos sem títulos - o último foi a Copa América de 1993, no Equador.
Neste contexto, a classificação para a final foi um alívio, mas, ao mesmo tempo, motivo de preocupação, principalmente para os donos da casa. A goleada da Argentina sobre o Paraguai por 6 a 1 fez o país inteiro trocar o ufanismo e o otimismo de um título que parecia iminente por uma postura mais realista, na linha "é difícil, mas não é impossível".
Os chilenos ficaram incomodados com as canções argentinas que ecoaram em Concepción, após a classificação de Messi e companhia, que dizia, em linhas gerais, que o "Chile tem medo". Essa foi a mesma linha da cobertura da imprensa argentina após a goleada histórica sobre o Paraguai.
E logo surgiu uma estatística para deixar os chilenos ainda mais cabreiros: das seis edições da Copa América no Chile, a Argentina venceu quatro - as outras duas foram do Uruguai. "É difícil saber o que vai acontecer, mas dificilmente vamos sofrer sete gols", disse Mena, lateral-esquerdo do Cruzeiro.
O técnico argentino Jorge Sampaoli, do Chile, já havia percebido a pressão pelo resultado antes mesmo de a Argentina se classificar. "Nosso time não está acostumado a disputar títulos e isso pode trazer alguma dificuldade. Sentimos a pressão contra o Peru, mas avançamos. Vamos fazer o nosso jogo na final", afirmou. (A.E.)

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