Londres - Há 50 anos, quando se encontraram na final da Copa do Mundo de 58, Brasil e Suécia fizeram uma partida de sete gols e que terminou com a conquista do primeiro título mundial da seleção brasileira. Porém, bem diferente do que aconteceu no estádio Rasunda naquele 29 de junho, as duas seleções se encontraram novamente nesta quarta-feira em Londres. E tudo que os agora pentacampeões conseguiram foi uma vitória por um magro 1 a 0.
Não precisa nem avisar à torcida presente ao Emirates Stadium que se tratava de um amistoso. Responsável pelo convite, a seleção sueca ameaçou criar bons momentos na partida com Kim Kallström, Sebastian Larsson e Johan Elmander, mas sem ameaçar de fato o gol de Júlio César. Os comandados de Dunga, por sua vez, fizeram uma apresentação apática, resumindo suas tentativas no primeiro tempo a Diego e Robinho. Sobrou para os jogadores com idade olímpica a missão de selar o resultado, que veio com um gol de Alexandre Pato na segunda etapa.
E como era de se esperar de um amistoso, o jogo começou em ritmo muito lento. A Suécia pouco conseguia e demorou a chegar com perigo. Do lado brasileiro, apenas Robinho se arriscava nos primeiros minutos, articulando pelo menos três boas chances nos 15 primeiros minutos da partida.
Os dois times fizeram muitas substituições na volta do intervalo. Com um time bastante modificado, o Brasil finalmente desencantou e conseguiu marcar. Aos 26 minutos, a defesa sueca bem que tentou proteger a bola lançada na direita, mas o goleiro Rami Shaaban ''espirrou o taco'' e bateu a bola em cima de Alexandre Pato. O olímpico craque do Milan se aproveitou do vacilo e tocou por cima de Shaaban, marcando o único gol do jogo.
Olimpíada
Ainda não é oficial. Mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já não conta com a presença de Kaká nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto. Em entrevista ontem, no hotel em Londres onde estava hospedada a seleção de Dunga, o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, mudou o discurso e disse que uma eventual liberação de atletas com mais de 23 anos para a Olimpíada não depende mais de suas negociações, ''e sim, de uma instância superior''.
Teixeira não quis dar muitos detalhes sobre a afirmação. Citou apenas um, bastante significativo: ele falava do Milan. E se a referência era ao clube italiano, estava claro de que o alvo do presidente da CBF atende pelo nome de Kaká, o melhor do mundo em 2007 e pivô de uma situação tensa nos últimos meses, por causa da insistência do técnico Dunga de que os jogadores, se preciso for, devem ir até o presidente de seus clubes para tentar a liberação.
Kaká já disse mais de uma vez que gostaria muito de representar o Brasil nos Jogos de Pequim, de 8 a 24 de agosto. Ele, no entanto, sempre fez uma ressalva: a de que não deveria se envolver na ''questão'' da liberação, que seria, na sua opinião, de responsabilidade do Milan e da CBF.
Com relação ao atacante Alexandre Pato, outro atleta do Milan nos planos de Dunga, Teixeira trouxe uma informação nova, obtida com a cúpula da Fifa: todos os clubes com jogadores em idade olímpica chamados para Pequim serão obrigados a liberá-los. Os convocados, por enquanto, teriam de se apresentar cinco dias antes da estréia das seleções.


EM LONDRES

Suécia 0

Andreas Isaksson (Rami Shaaban); Fredrik Stoor, Olof Mellberg, Daniel Majstorovic e Mikael Nilsson (Mikael Dorsin); Anders Svensson (Markus Allback), Sebastian Larsson (Niclas Alexandersson), Fredrik Ljungberg (Christian Wilhelmsson) e Kim Kallström; Markus Rosenberg e Johan Elmander (Kennedy Bakircioglu). Técnico: Lars Lagerback

Brasil 1

Júlio César; Daniel Alves (Rafinha), Lúcio, Alex e Richarlyson (Marcelo); Josué (Hernanes), Gilberto Silva, Júlio Baptista (Ânderson) e Diego (Thiago Neves); Robinho e Luís Fabiano (Alexandre Pato). Técnico: Dunga

Árbitro: Mike Riley (ING)
Estádio: Emirates Stadium
Gol: Alexandre Pato aos 26 minutos do 2º tempo

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