Os dirigentes e a torcida da Portuguesa Londrinense passaram ontem por um duro teste cardíaco na partida contra o Paranavaí no Estádio da Vila Santa Terezinha, em Londrina. O que teoricamente seria um jogo tranquilo, com possibilidade até de goleada, transformou-se num martírio para os cerca de 400 torcedores que foram ao estádio. O gol da vitória, por 2 a 1, da Lusa só saiu aos 49 minutos do segundo tempo numa cobrança de falta quando ninguém mais esperava uma mudança no placar.
Com o resultado a Portuguesa ficou com cinco pontos, em segundo lugar no grupo A da A-1, e o técnico Vilela garantiu o emprego por mais algum tempo. Na semana passada o diretor de futebol da equipe, Amarildo Vieira, havia dito que uma derrota ou mesmo um empate em casa provocaria a queda da comissão técnica.
Para quem gosta de bom futebol não foi um grande espetáculo, longe disso. A partida começou com os jogadores demonstrando muito nervosismo, errando passes fáceis e atacando desordenadamente. E foi numa dessas jogadas que saiu o primeiro gol do jogo. O atacante Alex, da Lusa, dominou na direita e tocou para a área. A bola chegou ao meia Bebeto que driblou um adversário e bateu de bico, sem chance para o goleiro Alex, do Paranavaí.
Do lado do Paranavaí, o meia Rogério Barbosa, que estava estreando, começou a se destacar. Colocando a bola no chão, com boa visão de jogo, armou as principais jogadas da equipe. Aos 23 minutos pegou ótimo chute na esquerda exigindo muito do goleiro Marcio Vieira.
No segundo tempo, como já está se tornando hábito, a Lusa voltou agindo como se estivesse goleando o adversário. O Paranavaí se aproveitou da lentidão e sonolência da Lusinha e dominou a partida. Não deu outra, aos 14 minutos o zagueiro Fábio escorou de cabeça um cruzamento da direita, sem chance para Márcio Vieira.
Depois disso a partida ficou nas mãos do Paranavaí que fez as melhores jogadas em cima de uma Lusa totalmente desnorteada. Mas quando faltavam 10 minutos para o fim da partida o time do técnico Itamar Belasalmas começou a pecar. Recuou e permitiu que a Portuguesa pressionasse. Aos 49 minutos, quando muitos torcedores já haviam ido embora, Biro, numa cobrança de falta garantiu o bicho e a permanência da comissão técnica.
‘‘Nós erramos muito e para piorar, jogar com esse sol não é brincadeira’’, disse o zagueiro Ivanildo, capitão da Portuguesa. ‘‘Não sei o que aconteceu no segundo tempo. No intervalo até chutei o balde com as laranjas para incentivar os jogadores’’, reclamou o prestigiado técnico Vilela.

mockup