Gol ilegal vai parar na Justiça Desportiva
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O polêmico empate em 2 a 2 entre Atlético e Império do Futebol vai agora parar no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná. O gol ilegal, validado pelo árbitro José Francisco de Oliveira e pelo auxiliar Rogério Luder, pode ocasionar a impugnação da partida e realização de outro jogo, ainda que essa hipótese tenha sido descartada ontem à tarde pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura.
Moura admitiu que o gol não foi legal, mas não vê possibilidade da partida ser impugnada ou qualquer outra medida que altere o resultado. ''Não foi gol. Mas esse negócio (da partida ser impugnada) não existe. A gente lamenta o que ocorreu mas o resultado não será mudado'', afirmou o presidente da federação.
Entretanto, o presidente do TJD-PR, Bôrtolo Escorsim, disse que há chances da partida ser impugnada, até mesmo pelo próprio tribunal. ''O Império do Futebol tem direito de entrar com um pedido de impugnação, que deve ser protocolado em um prazo de dois dias. Caso isso não aconteça e o tribunal entender que houve falha, a partir da análise da súmula da arbitragem, o TJD pode determinar a realização de outra partida'', explicou.
O presidente do Império do Futebol, Aurélio Almeida, disse ontem à tarde que o clube não tem interesse em entrar com pedido de impugnação da partida. De acordo com Almeida, a diretoria não quer punição para a arbitragem para que a mesma tome o episódio como exemplo, para que, futuramente, os profissionais usem os meios audiovisuais para decidir lances polêmicos durante o jogo.
''O que aconteceu ontem tem prejudicado outros times, como o Londrina e o outros clubes no Brasil inteiro. Errar é humano, mas as coisas poderiam melhorar se os meios eletrônicos fossem mais utilizados'', imaginou. Almeida descartou a idéia de que o Império não quer a realização de outro confronto porque está contente com o empate. ''Seria uma honra jogar novamente com o Atlético'', finalizou.
Com relação aos árbitros, tudo leva a crer que ficarão afastados por um bom tempo. O presidente do TJD, Bôrtolo Escorsim adiantou que tanto José Francisco de Oliveira quanto Rogério Luder serão processados e podem ser suspensos de 30 a 120 dias, devido ao não cumprimento da regra.
O vice-presidente da Comissão Paranaense de Arbitragem, Antônio Carvalho, também assegurou que haverá punição. ''Vamos fazer uma reunião amanhã (hoje) à tarde e avaliar a súmula do jogo. Sem dúvida que houve erro e a punição vai depender do que eles colocaram na súmula'', relatou.
Antes mesmo da reunião que vai decidir uma punição aos árbitros ser realizada, o presidente da FPF, Onaireves Moura já adiantou que Oliveira e Luder deverão ser afastados. ''Eles terão que passar por uma reciclagem antes de voltar a atuar. Apesar do que aconteceu, a arbitragem no Paraná vai bem, não lembro de um lance como esse em 30 anos de federação'', completou Moura.


