O relatório do árbitro Antônio Oliveira Salazar Moreno, entregue ontem à tarde na Federação Paranaense de Futebol (FPF), praticamente confirmou a vitória do Arapongas no tumultuado confronto com o Assahi, disputado domingo, em Assaí, pela Série A-2 do Paraná. Além de perder os pontos, o Assahi poderá ser punido com a perda de um mando de jogo. Dirigentes dos dois clubes trocam acusações e imputam a confusão um ao outro. Segundo José Carlos Marcondes, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol (Ceaf), o caso deverá ser entregue ao Tribunal de Justiça Desportiva.
De acordo com o relato do juiz, a partida foi suspensa aos 37 minutos do segundo tempo. ‘‘O relatório confirma a suspensão do jogo aos 83 minutos por falta de segurança, depois de um tumulto generalizado em função da falta do zagueiro João Neves, do Assahi, em cima do goleiro Cristiano, do Arapongas. Portanto, não houve a validação do gol’’, afirmou Marcondes.
Antônio Salazar ainda faz séria acusação a Marcelo Caldarelli, presidente do Assahi. ‘‘Após a não validação gol, o Caldarelli foi até o árbitro e disse: ‘Vai dar o gol, seu ladrão, sem vergonha, ou vai morrer aqui dentro?’’’. O relatório informa ainda que houve invasão de campo de dirigentes e torcedores do Assahi. Diretores e jogadores do Arapongas também cercaram o árbitro. ‘‘Como a PM informou que não podia dar garantias com apenas 15 policiais, o Salazar suspendeu o jogo’’, completou Marcondes.
Os presidentes do Arapongas, Edvaldo Barbosa, e Assahi, Marcelo Caldarelli, trocam acusações. Barbosa acusa o presidente do Assahi de agredir o árbitro. ‘‘Assim que o Salazar anulou o gol, o Caldarelli o agarrou pelo colarinho.’’ No relatório, entretanto, o juiz informa apenas que foi atacado verbalmente. Barbosa credita o tumulto ao final do jogo a Caldarelli. ‘‘O Caldarelli alegou ser preparador físico e estava dentro do gramado.’’
‘‘O clube é meu e posso ficar dentro de campo’’, reagiu Caldarelli, justificando que cursa Educação Física. O regulamento da competição veta a presença de dirigentes no gramado. Caldarelli também saiu acusando. ‘‘O Mauro Morishita (dirigente do Arapongas) é um aventureiro e veio aqui com monte de seguranças. Saiu ameaçando que vai dar tiro, vai matar e que vai ganhar no pau lá em Arapongas’’, disse Caldarelli, informando que pedirá a anulação da partida.

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