Imagem ilustrativa da imagem GOIÁS X SÃO PAULO<br> KAIU NO SERRA



O retorno de Kaká transportou o torcedor do São Paulo lá para o início da década de 2000, quando o jogador despontou para o futebol mundial. O que o são-paulino não esperava era que o time fosse reviver tão a fundo as lembranças daquele passado ainda obscuro.
Primeiro: Goiás, sempre ele. Os donos da casa ontem, com a merecida vitória por 2 a 1, se perpetuam como uma das maiores pedras no sapato de Kaká pelo Tricolor.
Foi contra o Goiás que ele foi eliminado da Copa do Brasil em 2003 e a torcida pediu sua cabeça. Foi contra o Goiás que, dias depois, recebeu seu segundo cartão vermelho pelo clube por entrada violenta, claro sinal de que a saída estava próxima.
E o Goiás se sobressaiu novamente porque, como naquela época, a defesa tricolor não parece querer ajudar o meia a realizar o sonho de conquistar um grande título pelo clube que ama. Tanto no gol de Amaral quanto no de Bruno Mineiro houve falhas na bola aérea.
Assim como no passado, Kaká viu seus estimáveis companheiros de ataque não acompanharem seu ritmo. Aliás, impressionante a semelhança da linha de frente com a de 2002: (Kaká, Ricardinho/Ganso,Reinaldo/ Ademilson, Luis Fabiano/Alan Kardec). E exceção a uma forte finalização de Kardec em que Renan fez ótima defesa, o São Paulo só levou perigo pelos pés do estreante
No primeiro tempo, foram três conclusões dele, que se movimentava pelos dois lados e abria espaço com corta-luz. Mas a falha da zaga já citada levou trouxe a desvantagem.
No segundo, o meia ignorou o cansaço pelo longo tempo sem entrar em campo e seguiu ditando o ritmo. Na primeira tentativa, a bola parou na defesa. Na segunda, aproveitou rebote em jogada de Souza e mandou para as redes. Gol de Kaká!
A histeria da arquibancada, também presente a cada toque seu na bola, se escancarou. Kaká vibrou. E, ainda esperançoso, foi sozinho buscar a bola no fundo das redes para recolocá-lo em jogo o mais rápido possível. Sua imagem carregando a redonda até o meio do campo e apontando para a torcida é emblemática. Simboliza o São Paulo de ontem, só de Kaká, e o daqueles tempos, em que o meia carregou injustamente o rótulo da derrota, como se jogasse sozinho e obrasse milagres.
Agora, são nove pontos do líder do Cruzeiro. O caneco está distante.

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BATE-BOLA KAKÁ MEIA DO SÃO PAULO APÓS O JOGO ‘O time não pode depender de mim’ 1. Qual a avaliação que você faz da sua reestreia pelo São Paulo? Não foi o resultado que eu esperava, mas foi muito legal pelo gol. Marcar com a camisa do São Paulo novamente é bom. Foi só o primeiro jogo, tem muita coisa para acontecer. Tem muita coisa para a gente ajustar. Não acho que foi um jogo ruim. Cometemos erros nas bolas paradas. Temos muito potencial para brigar lá na frente 2. Você acha que o time dependeu de você em campo? De forma alguma o time não pode ser dependente de mim. Não acho que tem que ser. Acabei de chegar. Temos muita coisa para melhorar. Mas é muito boa a sensação de jogar no São Paulo. Ajudei de certa forma, mas como eu disse, foi só o primeiro jogo. 3. Para quem foi o gol marcado? Foi para a minha família, para as pessoas que torceram por mim e para o torcedor brasileiro, que sempre me incentivou. 4. Você já está adaptado? Não posso falar em readaptação plena ainda, mas o primeiro jogo foi muito bom. Me preparei bem.
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