São Paulo - O São Paulo tentou pela via direta, conversando primeiro com o jogador, e não deu certo. Agora, a estratégia para contratar o atacante Fernandão é dialogar com a diretoria do Goiás.
A aproximação partiu do diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes, que ligou para o vice-presidente goiano Edmo Pinheiro. A conversa transcorreu num tom cordial, mas o São Paulo percebeu que não será fácil realizar o sonho de ter Fernandão.
Edmo revelou que pediu ao clube paulista quatro jogadores e mais uma quantia considerável em dinheiro para liberar o atacante. ''É o que consideramos justo pelo Fernandão.''
O dirigente prefere não divulgar os nomes para não atrapalhar o andamento da negociação, mas afirmou que entre Wagner Diniz, Renan e Roger - jogadores que o São Paulo incluiria na troca sem qualquer objeção -, quer apenas um deles.
Ele negou que tenha exigido Richarlyson, Marlos e Junior Cesar no pacote para liberar Fernandão. ''Também não vou exagerar, sei quais são os jogadores que o São Paulo não libera de jeito nenhum.''
O Goiás, segundo Edmo, até aceita uma recomposição nos nomes. Mas não abre mão de receber uma compensação financeira. ''Pedimos quase o que eles ganharam por vender um zagueiro'', disse o vice-presidente, referindo-se a André Dias, vendido à Lazio por 2,5 milhões de euros (R$ 6,3 milhões) há dez dias. ''O importante é que o São Paulo nos procurou por intermédio do doutor João Paulo para conversar. Expliquei que não tínhamos desavenças, que só era contrário ao jeito de o São Paulo negociar. Fizemos nossa proposta, e o João Paulo ficou de me ligar para dar uma posição.''
João Paulo confirmou que o Goiás já disse o que quer para bater o martelo, mas acha que o negócio ainda está longe de ser concretizado. ''Estamos avaliando. A verdade é que está apenas no começo''.

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