Goiás e Santos ficam no 0 a 0 no Serra Dourada
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domingo, 16 de abril de 2006
Agência Estado 
Goiânia - O Santos conquistou o título paulista com competência e méritos, mas sem brilhar. Ontem, em sua estréia no Campeonato Brasileiro, viu a situação se repetir: não empolgou, criou pouco, mas alcançou bom resultado. O empate por 0 a 0 diante do motivado Goiás, em Goiânia, não pode ser desprezado. Ao contrário, demonstra que, apesar das limitações, o time é competitivo.
Algo que não fazia parte do currículo do ótimo técnico Vanderlei Luxemburgo vem se tornando frequente em 2006: o futebol de resultado. Sem jogadores de primeiro linha, o treinador tem sido obrigado a usar esquema relativamente cauteloso, evitando expor a defesa e apostando nos contra-ataques.
Parte da torcida santista chegou a vaiar o time na última partida realizado na Vila Belmiro, quarta-feira, pela Copa do Brasil, contra o Brasiliense, apenas três dias após o triunfo no Estadual. Os mais exigentes não admitem o jogo burocrático que o time vem apresentando.
''Erramos muitos passes e desperdiçamos algumas oportunidades de gol, mas o campeonato está só no começo, vamos melhorar'', afirmou o lateral Kleber.
Os paulistas deram pouco espaço para o Goiás, marcaram bem e quase não foram ameaçados. O time goiano tem padrão de jogo, é o atual campeão de seu Estado e se classificou com tranquilidade para as oitavas-de-final da Libertadores. Tudo isso não apaga, no entanto, o péssimo nível da partida de ontem.
Os torcedores devem ter se lamentado: desperdiçaram duas boas horas do domingo de Páscoa. Faltaram gols, bons chutes, dribles, emoção.
No primeiro tempo, há espaço para destacar dois chutes do atacante Welliton, do Goiás - um deles para fora e outro defendido por Fábio Costa -, uma cobrança de falta do santista Cléber Santana e cabeçada perigosa do mexicano De Nigris, recém-contratado pelo clube paulista. Nada além disso.
EM GOIÂNIA
Goiás 0
Harlei; Leonardo, Júlio Santos e Rogério Corrêa; Vitor, Danilo Portugal, Cléber Gaúcho, Vampeta (Raul) e Jadílson; Roni (Souza) e Welliton (Nonato). Técnico: Geninho
Santos 0
Fábio Costa; Fabinho, Luiz Alberto, Manzur e Kléber; Wendel, Heleno, Cléber Santana e Rodrigo Tabata
(Léo Lima); De Nigris (Gilmar) e Reinaldo (Geílson).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa-RJ)
Estádio: Serra Dourada
Renda e público: Não divulgados


