Costa do Sauípe - Sem sequer saber falar português, embora nascido em Bertioga, Litoral de São Paulo, Joshua Goffi foi sem dúvida a maior surpresa da equipe brasileira que disputa a segunda rodada do zonal americano da Copa Davis. Filho de um ex-treinador brasileiro, Carlos, que vive há muitos anos nos Estados Unidos, teve seu nome lembrado por causa da amizade de seu pai com Marcelo Meyer, que formou uma espécie de comissão para convocar a atual equipe brasileira.
Josh, de 25 anos, é considerado um bom duplista e foi a melhor solução para formar um time como Alexandre Simoni, que também tem muita força na modalidade. A princípio, a convocação de Goffi causou estranheza pelo fato de ser um ''estrangeiro'' e ser pouco conhecido. Mas, agora, com seu esforço em falar um pouco de português e a vontade de representar o Brasil, ganhou a simpatia.
''Este é o maior orgulho de minha carreira'', disse sem hesitar Josh Goffi. ''É mesmo uma honra representar o Brasil numa Davis.'' Radicado nos Estados Unidos, Josh fez o caminho inverso de muitos brasileiros que buscam na América do Norte um lugar ao sol. Só que com uma oportunidade destas vem se esforçando para não decepcionar e quem sabe até mesmo colaborar com a vitória sobre o Paraguai.
Embora surpreendente, a convocação de um jogador nestas circunstâncias não é novidade no time brasileiro. No período de 1958 a 65, Ronald Barnes também defendeu o Brasil, mas vivia nos Estados Unidos.
Uma situação bem parecida com a de Goffi é a de Edson Mandarino que formou uma dupla lendária com Thomas Koch. Nasceu em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, mas sempre teve sua vida ligada à Espanha, onde vive até hoje. (Agência Estado)

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