Nunca é fácil recuperar a coroa de rei da Fórmula 1. Lewis Hamilton acordou agitado na manhã de ontem. Era dia de disputa pelo mundial e sua cabeça se ocupava com os cenários mais arrepiantes, especialmente o de uma eventual quebra em seu carro, dando de bandeja o título da temporada para o rival e companheiro na Mercedes, Nico Rosberg.
- Estava deitado na cama, pensando em todas as possibilidades do que podia acontecer e isso vinha na minha mente. Tive de sair para correr e limpar a cabeça - admitiu.
O jogging matutino fez muito bem ao inglês, que chegou ao circuito muito mais relaxado que nos dias anteriores. A ponto de ter tido a calma para fazer uma grande largada e roubar a liderança de Nico Rosberg antes mesmo da primeira curva.
- As pessoas não têm ideia de quanto é fácil queimar uma largada, quando você tenta antecipá-la. E no momento mais tenso de toda a temporada, fiz a melhor largada da minha vida. Foi a virada da minha corrida. Sabia que seria mais fácil controlar a corrida da liderança do que se eu estivesse atrás de Nico na primeira bateria de pitstops - disse.
Mas foi Rosberg quem teve de trabalhar. E o alemão viu qualquer chance de reação desaparecer depois que o motor de seu carro perdeu potência por um problema no sistema de recuperação de energia. Ele se arrastou até o fim, até como exemplo de esportividade, mas cruzou a linha de chegada só em 14º lugar.
- Não vou reclamar do meu problema. Lewis mereceu vencer esta prova e mereceu vencer o campeonato. Ele foi o melhor piloto do grid neste ano - reconheceu Rosberg.
No pódio, a emoção "venceu" Hamilton, que chorou ao som de "Deus salve a Rainha", o hino britânico. Outro destaque da corrida foi o brasileiro Felipe Massa, que chegou a ameaçar a vitória de Hamilton graças a um impressionante ritmo de corrida e uma estratégia arriscada da Williams, que deixou para fazer a última troca perto do final. Com pneus supermacios, Massa tirou a diferença para Hamilton, mas cruzou a linha final a 2s5 do inglês.
Num GP de despedidas de suas equipes, Sebastian Vettel e Fernando Alonso tiveram um desempenho discreto. O alemão foi apenas o oitavo colocado, quatro posições atrás do companheiro Daniel Ricciardo. Já Alonso ficou em nono, logo à frente de Kimi Raikkonen. Melhor fez Jenson Button: com futuro ainda incerto, chegou em quinto lugar e ainda deu "zerinhos" depois da bandeirada - com gostinho de adeus à F-1.

Imagem ilustrativa da imagem God save the KIIng
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