São Paulo - Apenas um flerte, que pode virar namoro, mas que ainda está longe de ser um casamento. Foi assim que o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, definiu a negociação do clube para contratar o atacante brasileiro Alexandre Pato, do Milan.
A ordem na diretoria do Corinthians é não iludir o torcedor com a expectativa da chegada de Pato. Mesmo que o atacante seja o grande sonho de consumo corintiano desde o meio do ano e o negócio esteja perto de ser concretizado.
Por ser uma negociação difícil, que envolve altos valores, e ainda com pé atrás após série de contusões do atacante no clube italiano, o Corinthians não divulga abertamente seu interesse com medo de o negócio dar para trás.
''A conversa sobre o Pato é embrionária. É como quando você quer namorar uma mulher: primeiro, dá uma sondada, descobre onde ela mora, pega o telefone, conversa com as amigas, vê o que ela gosta, procura saber se há o interesse. Depois, convida para o jantar, que pode ser bom ou não. De repente, você precisa investir em outros jantares para ter êxito. Só então vira namoro. Depois, você fica noivo e casa. Tudo tem seu tempo'', afirmou Mário Gobbi, que se encontra na próxima quarta-feira em São Paulo com Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, para discutir o negócio.
Ciente de que no mundo do futebol as coisas mudam muito rápido, o presidente do Corinthians ordenou que seus diretores evitem expor o negócio e que nenhuma estratégia de marketing seja revelada, apesar de Pato ser a grande aposta para alavancar ainda mais as vendas de produtos licenciados do clube.
Desde Ronaldo que o clube não consegue alguém capaz de agitar o mercado e disparar a venda de camisas. Adriano foi um tiro n'água e Liedson não empolgou os torcedores apesar da identidade com o clube. Agora, a aposta é em Pato.

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