Gisele Miró nasceu em Curitiba, no dia 1º de novembro de 1968. Começou jogar tênis com oito anos, no Clube Curitibano. Dois meses depois já disputava campeonatos. Casada com Gino Campos, tem três filhas: Isabela de cinco anos, Daniela de três e a caçula Rafaela de um ano e meio.
Gisele foi campeã paranaense em 1978 e brasileira em 1980. Em 85 e 86, bicampeã sul-americana. Em 1986, Gisele Miró era a terceira melhor tenista do mundo pelo ranking da Federação Internacional de Tênis (IFP). Em 1987 foi medalha de ouro no Panamericano em Indianápolis nas simples e bronze em dupla mista. Em 88 disputou as Olimpíadas de Seul. Dois anos depois, venceu o Aberto da República, o principal torneio do Brasil.
Gisele passou para o padel em 95 e foi campeã mundial em Acapulco no México. Em 1996 disputou o circuito profissional argentino de padel, um dos melhores do mundo. No ano passado parou de disputar competições com o nascimento de sua terceira filha. Para este ano, ela recebeu o convite para jogar um torneio de Tênis em Manaus com premiação de US$ 25 mil. Este torneio é válido pelo ranking nacional e Gisele se mostra feliz em voltar às quadras. ‘‘Não sei ao certo como está meu condicionamento físico, mas creio que farei bonito’’.
Folha - Como você vê o tênis brasileiro hoje?
Gisele - O tênis no Brasil se resume ao Guga. Isto é terrível. Não vejo ninguém mais se destacando no esporte. No tênis feminino então a situação é caótica. Para se ter uma idéia, a minha volta neste torneio de Manaus está sendo comemorada pela comunidade do tênis no Brasil. Isto é um absurdo. Afinal já sou uma senhora, mãe de família...(risos)
Folha - Como é voltar a escrever em jornais e agora na Folha?
Gisele - É ótimo. Eu gosto de escrever e já me acostumei com as letras. Escrever sobre o tênis é abrir perspectivas para este esporte que eu amo e que quero ver crescer tanto no Paraná quanto no Brasil. A Folha é um jornal muito lido e respeitado no Estado e estou bem feliz por isso.

mockup