Santos - Giovanni está de bem com a vida, depois de ter constatado mais uma vez que o seu prestígio com a torcida do Santos continua em alta. No domingo, após fazer o gol da vitória, tirando o time de uma situação difícil contra o Rio Claro, no Pacaembu, o jogador, feliz ao ouvir o seu nome gritado, saiu de campo dizendo que se sentia como um juvenil. Mas, apesar de ter sido decisivo para que o Santos se isolasse na liderança do Campeonato Paulista, ele julgou normal ter voltado para a reserva no coletivo de ontem, no CT Rei Pelé.
''Eu estou me sentindo bem melhor, mas ainda falta muito para eu atingir o condicionamento dos demais jogadores'', admitiu um dos quatro xodós da torcida santista, que deverá ser 12.º titular de Dorival Júnior contra o Bragantino, nesta quinta, na Vila Belmiro.
Giovanni disse que os 10 dias de trabalho físico especial foram importantes para que ele passasse a se movimentar mais em campo, mas reconhece que ainda vai precisar melhorar o ritmo. ''Acontece que joguei apenas alguns minutos de três partidas, enquanto os titulares já disputaram oito jogos. Não adianta só treinar porque é jogando que a gente readquire o ritmo''.
Quando afirma que só vai conseguir melhorar atuando, Giovanni não está reivindicando um lugar no time. Ele sabe que mesmo ficando no banco, pode ser útil para o treinador, como aconteceu no domingo passado ao entrar em campo aos 17 minutos do segundo tempo. Em menos de 30 minutos, ele conseguiu fazer com que o rendimento coletivo do time melhorasse e, o mais importante, marcou o gol da virada.
''É importante para o treinador olhar para o banco e ver que tem várias opções, como aconteceu contra o Rio Claro. Com uma substituição, ele pode mudar a história de uma partida'', disse o mais experiente jogador do elenco santista. Para ele, tanto faz atuar mais avançado, como atacante de referência, ou recuado, organizando o jogo e procurando servir os atacantes para finalizar, como ocorreu no jogo do último domingo.

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