Giovanni, ídolo do Santos contra sua própria vontade
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terça-feira, 09 de agosto de 2005
Agência Estado 
Santos - Robinho joga mais duas ou três vezes com a camisa do Santos e o time ainda não tem um substituto. Giovanni, mesmo contra sua vontade, vai assumindo a função de ídolo. O clube procura contratar um atacante consagrado, mas enquanto isso não acontece, a ordem é aproveitar o efeito Robinho para voltar à liderança do campeonato. É que, quando ele está em campo, preocupa muito o adversário, que acaba abrindo espaço para outros jogadores chegarem ao gol.
''É bom ser reconhecido, fico feliz com isso, mas deixo isso de lado'', disse Giovanni, que mantém a discrição de sempre. ''Não posso me empolgar com isso e sempre disse que não me vejo como ídolo; vejo o Santos como uma equipe em que quando ganha, todos ganham.''
Mesmo sem querer, Giovanni encara a situação com naturalidade, principalmente por ter jogado na seleção e na Europa. ''A pressão vai existir, mas não em empolgo muito não e tento sempre fazer o melhor para o Santos.''
Mas Robinho ainda continua no Santos e Giovanni acha que o clube tem de aproveitar ao máximo o talento do companheiro, que exige um cuidado especial dos adversários e facilita o trabalho dos demais em campo. ''Ele faz a diferença no Santos e é bom que ele seja utilizado bastante para que o time possa subir na tabela e chegar à liderança''.
Liberados O médico Carlos Braga deu ontem a boa notícia ao técnico Gallo: o volante Fabinho e o atacante Basílio estão recuperados de contusão na coxa esquerda e podem jogar contra o Brasiliense, quinta-feira, na Vila Belmiro. Vetou, porém, o treinamento para esses dois jogadores na tarde de hoje. Braga aguarda também o resultado dos exames a que o lateral-direito Paulo César está sendo submetido para saber se ele terá ou não condições de jogar.


