Os conselheiros do Coritiba optaram por manter a mesma política do clube. Por 115 a 44 votos, Omar Ackel, do grupo que está no comando alviverde; venceu Julio Militão, da chapa de oposição. Com esse resultado, a volta de Evangelino Neves, presidente do clube por cinco décadas e que esperava retornar ao poder, ficou adiada.
Omar foi eleito presidente do Conselho Deliberativo por dois anos, assim como Giovani Gionédis, que será o presidente do Conselho Administrativo. Eles tomam posse oficialmente a partir de janeiro. O ex-secretário da Fazenda assume com um discurso de mudanças em diversos setores do clube.
''Temos observado no último ano algumas coisas que precisam ser melhoradas, mas vamos fazer isso com calma'', afirmou Gionédis. Segundo ele, o futebol deverá ser fortalecido nas categorias de base, para que o time revele valores.
Com relação às finanças, Gionédis quer manter o equilíbrio fiscal do clube. Para isso, além de implantar uma nova política salarial no clube, poderá ocorrer enxugamento do quadro de funcionários.
A chapa de oposição reclamou da forma como foi feita a contagem dos votos. Segundo eles, o clube agiu democraticamente durante a campanha, mas não poderia contar os votos em um local fechado.
''Não quero colocar nada em dúvida, mas esperávamos mais votos dos que os 44 que recebemos. Não precisa fazer essa contagem em um local fechado'', reclamou Mauri Mendes, da oposição. De um total de 183 conselheiros em condições de votarem, compareceram 163, com quatro abstenções.

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