Gionédis descarta renúncia à presidência
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terça-feira, 28 de novembro de 2006
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de uma semana calado, o presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, finalmente quebrou o silêncio. E, em entrevista coletiva, concedida ontem à tarde na sala de imprensa do Estádio Couto Pereira, reforçou-se politicamente com o retorno de Domingos Moro na função de coordenador de futebol, rebateu as críticas, atacou a oposição e ainda falou um pouco sobre o futuro do clube na Série B em 2007.
Gionédis fez questão de mostrar que não está isolado politicamente dentro do clube e chamou representantes da Diretoria Executiva para a entrevista. O ex-presidente Evangelino da Costa Neves, o Chinês, depois de acusar - e voltar atrás - irregularidades na última eleição do Alviverde, foi substituído por Jorge Ângelo Wachelke.
A maior novidade foi o anúncio do retorno de Domingo Moro como coordenador de futebol, no lugar de José Hidalgo Neto. Advogado das equipes paranaenses no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no Rio de Janeiro, Moro não atendeu ontem as ligações da reportagem da Folha para explicar sua volta ao Alviverde, após ter descartado essa hipótese há poucos dias. Gionédis resumiu-se a adiantar que Moro ''terá plenos poderes'' e deve falar sobre sua vinda e função amanhã à tarde.
Renúncia e impeachment - Ontem pela manhã os torcedores do Coxa protocolaram junto ao Conselho Deliberativo um pedido de renúncia - o terceiro até agora - do presidente, com mais de 1,5 mil assinaturas. E Gionédis negou qualquer chance disso acontecer. ''A renúncia é para os covardes, para os fracos, e aqui não tem nenhum homem fraco. Nós seguimos nosso objetivo, pelo qual fomos eleitos pelo mandato de dois anos e não de um ano.''
Em seguida, o presidente do clube, que afirmou não gostar de ''lavar roupa suja em público'', iniciou um contra-ataque à oposição liderada pelos ex-dirigentes Tico Fontoura e João Jacob Mehl. A começar pelo Chinês, que teria acusado os vencedores da eleição de terem forjado sua assinatura nas recentes eleições do clube. Gionédis distribuiu um parecer grafotécnico que assegura a veracidade do voto de Evangelino da Costa Neves.
Gionédis classificou a oposição de ''inconformada com a derrota e que nunca apresentou um projeto para o Coritiba''. Questionou as campanhas e gestões dos ex-dirigentes, com cópias de contabilidade, e anunciou o pedido de exclusão de João Jacob Mehl e André Macias, ambos do Conselho do clube.
''Fomos obrigados a protocolar junto ao Conselho Deliberativo dois pedidos de abertura de processo, apontando graves irregularidades e graves atos contra os interesses do Coritiba.'' No entanto, o presidente não explicou os motivos. ''Não vou dar os motivos, não vou lavar roupa suja em público como eles fizeram.''
Série B em 2007 - Gionédis dividiu a culpa pela permanência na Série B e também atribuiu falta de sorte ao time, tanto na contratação de atacantes quanto no período de lesão de atletas titulares. Sobre o futuro, o presidente garantiu que a reestruturação começa hoje.
''Já criamos os departamento de olheiros já temos uma prévia avaliação de mais de 40 atletas, vistos um a um. É a partir desta base que vamos formar um elenco. Amanhã (hoje) começamos a fazer as mudanças estruturais e quarta-feira assume nosso novo coordenador de futebol'', concluiu.


