Ginástica terá mudanças gradativas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de janeiro de 2009
Julio Cesar Lima<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A ginástica brasileira terá uma nova presidente a partir de fevereiro, mas quem acredita em mudanças radicais na estrutura implantada há 17 anos por Vicélia Florenzano não deve esperar muito por isso. Maria Luciene Resende, ex-presidente da Federação Sergipana e vice de Florenzano desde 2006, deve utilizar grande parte da estratégia montada pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) com os objetivos voltados para os Jogos de Londres, em 2012.
Antes disso, porém, Luciene terá que definir a nova comissão técnica, pois desde a saída de Oleg Ostapenko para a Ucrânia, ainda não há a unidade de treinos que foi a marca registrada dos últimos anos. Atualmente as ginastas treinam separadamente em seus clubes, situação que deve ser mantida caso seja confirmado o fim da seleção permanente.
Pretendemos confirmar a presença da Iryna (Ilyashenko) como técnica da seleção artística feminina. O perfil que desejamos é de um técnico experiente disciplinador, educador, vencedor e que seja um verdadeiro exemplo para seus comandados, disse Maria Luciene.
A intenção, no momento, é manter o atual centro, que atende crianças no estado. Por ser uma grande conquista da atual gestão, beneficiando a evolução da ginástica, defendemos a criação de outros centros de treinamento, afirmou.
Luciene também terá que mostrar diplomacia e jogo de cintura para lidar com as acusações da ginasta Jade Barbosa, de que a CBG foi a responsável por sua lesão no punho, que deve abreviar sua carreira.


