Começa hoje a briga por mais uma conquista inédita para a ginástica rítmica (GR). Mesmo com o ótimo resultado em Winnipeg-99, quando a equipe nacional trouxe o ouro para o Brasil, o grupo quer ainda mais: além do bicampeonato inédito no conjunto, a GR pode trazer também medalha no individual e garantir pódio em quatro Pan-Americanos consecutivos. De quebra, o resultado pode estabelecer de vez o País como uma das potências sul-americanas e mundiais na modalidade.
Em Havana-91 o Brasil foi prata, em Mar del Plata-95, bronze. E para conquistar o mesmo resultado de Winnipeg, em Santo Domingo o Brasil tem que superar não só fortes adversárias como também executar uma performance mais complexa do que em 99. Segundo a técnica Bárbara Laffranchi, a apresentação foi bem sucedida há quatro anos porque os juízes levaram em conta a inovação. Na ocasião, o Brasil se apresentou sob músicas baseadas no maracatu e no samba. E, para surpreender novamente, a seleção brasileira vai fazer uma coreografia ousada com ritmos brasileiros, como o som tribalista da canção ''O Desconhecido'' e pelo samba-dance ''Baya-baya'', do grupo alemão Sofri Duo.
O conjunto é composto pelas londrinenses Bárbara Laffranchi (técnica), Camila Ferezin (auxiliar-técnica), Dayane Camilo (capitã), Ana Maria Teixeira Maciel, e atletas de outras localidades que também treinam em Londrina como Thalita Nakadomari, Gabriela Andrioli, Fernanda Cavalieri e Natália Eidt. Larissa Barata e Tayane Mantovaneli, treinadas por Maria Cristina de Azevedo Vital, representam o Brasil nas provas individuais. As maiores adversárias do Brasil devem ser Cuba e Canadá, que garantiram em 99 o segundo e o terceiro lugar da competição, respectivamente.

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