GINÁSTICA RÍTMICA - Originalidade em busca do ouro
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sábado, 02 de agosto de 2003
Claudio Yuge<br> Reportagem Local 
A seleção brasileira de ginástica rítmica (GR), que tem como sede de treinamentos a Universidade Norte do Paraná (Unopar), embarca amanhã para Santo Domingo, na República Dominicana, em busca da realização de um sonho: o bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos. E o título está bem próximo do Brasil, já que a equipe é uma das favoritas na competição.
''A originalidade pode ajudar o Brasil'', aposta a técnica Bárbara Laffranchi. Isso porque o código de pontuação mudou. Os juízes agora bonificam as equipes que trouxerem coreografia e estética inovadoras durante as apresentações. Com isso, os treinos da seleção foram intensificados para trazer uma simbiose perfeita entre esporte e dança artística. Na conquista do título de Winnipeg a equipe utilizou maracatu e samba. Desta vez, a trilha sonora será composta pelas músicas ''O Desconhecido'' um som tribalista e ''Baya-baya'' uma mistura de samba com dance, executado pelo grupo alemão Sofri Duo.
Segundo Bárbara, a escolha de sons que caracterizem o Brasil e a coreografia uma mistura dos movimentos exigidos pelos juízes com uma espécie de ballet exótico devem ajudar a seleção porque as equipes adversárias ainda estão presas ao estilo clássico europeu. ''Estamos quebrando o preconceito que ainda existe dos juízes das competições. Na Europa, onde o esporte é mais forte, as apresentações são mais clássicas e tradicionais. Mas agora já existe uma abertura para que possamos fazer uma apresentação como essa'', explica a treinadora, que vê nas seleções de Cuba e Canadá as adversárias mais fortes no Pan.
Para realizar com exatidão todos os movimentos da coreografia, as atletas vêm treinando desde janeiro, oito horas por dia, seis dias da semana. No conjunto com arco e bola estão Dayane Camilo, Thalita Nakadomari, Gabriela Andrioli, Ana Maria Maciel e Fernanda Cavallieri, e no grupo que vai se apresentar com fita, Fernanda será substituída por Natália Eidt. Dayane, que juntamente com Camila Ferezin são as únicas remanescentes do time campeão em 99, está bastante confiante em um novo triunfo. ''Esse grupo é mais jovem e tem muita vontade. A coreografia é mais difícil mas todos estão muito unidos'', diz Dayane.
Camila concorda. ''Tínhamos um bom grupo naquela época, mas esse que nós temos agora tem o biotipo certo.'' E completa: ''O desgaste agora é mental e, se não errarmos, vamos ganhar''.


