O Campeonato Paranaense de Ginástica Rítmica de Conjuntos movimentou o ginásio do Moringão em Londrina neste fim de semana. Mais de 150 ginastas competiram nas categorias pré-infantil, infantil, juvenil e adulto. Dividida em nível I, para iniciantes, e II, para atletas já federadas, a competição proporciona a descoberta de novos talentos para a ginástica brasileira.
O Paraná é o grande celeiro de revelação de ginastas do país e Londrina segue sendo um dos polos mais importantes do desenvolvimento da modalidade. "O trabalho no estado é muito forte tanto no individual quanto no conjunto. Se você observar os pódios dos campeonatos brasileiros só dá Paraná", ressaltou a técnica Virginia Nobre, da equipe infantil da Unopar, base da seleção brasileira, que recentemente conquistou o tricampeonato sul-americano de conjunto.
A treinadora revelou que outras cidades paranaenses têm realizado bons trabalhos na revelação como Toledo, Maringá, Umuarama e Marechal Cândido Rondon.
Quem desponta para um futuro promissor para a GR brasileira é a sul-mato-grossense Amanda Santos, de 12 anos, que desde 2012 se mudou para Londrina para treinar na Unopar. No Sul-Americano da Bolívia, Amanda conquistou oito medalhas e o título no individual e no conjunto. A ginasta é também a atual campeã brasileira. "Ela é um talento nato. Disciplinada e comprometida. Ela é um nome para a Olimpíada de 2024. É um sonho, que com muito trabalho e investimento pode se tornar realidade", frisou Virginia, técnica também da seleção brasileira.
Pai de Amanda, o contador João Carlos dos Santos relatou que a família decidiu deixar Campo Grande após a primeira treinadora da filha observar o talento e indicar a Unopar. "Lá não tinha estrutura para ela se aperfeiçoar. A Amanda sempre quis ser ginasta e fala que quando parar será técnica", apontou. "No começo, não foi fácil. Fiquei um ano sem trabalho. Mas, sempre acreditamos no talento dela e sabemos que ela está em boas mãos e pode chegar lá. Valeu a pena".
E o chegar lá para Amanda é representar o país em uma Olimpíada e em mundiais. "Quero ganhar um mundial, o que nenhuma brasileira conseguiu até hoje. Sei que é muito difícil, mas quem sabe um dia consigo".
Para quem trilha os primeiros passos na GR, o Paranaense é a oportunidade de aprendizado e troca de experiências. É o caso das atletas do Stúdio A, de Cornélio Procópio. A técnica da equipe, Andressa Andrade, revelou que o trabalho começou há três meses e hoje já conta com 90 meninas. Para a competição em Londrina, vieram dez atletas, das categorias pré e infantil. "Serviu como aprendizado na preparação técnica, no manejo dos equipamentos. É uma oportunidade para acompanhar outras atletas e saber como é o clima de uma competição oficial. Neste primeiro momento, o resultado é o que menos importa".

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