Curitiba A Seleção Brasileira feminina de Ginástica Olímpica está se preparando em Curitiba para conseguir, em Atenas-2004, a melhor colocação de todos os tempos em uma Olimpíada. Desde segunda-feira, 11 meninas treinam em tempo integral no Centro de Excelência de Ginástica, na Universidade do Esporte, para tentar conseguir a primeira medalha olímpica na modalidade.
O otimismo da Confederação Brasileira de Ginástica, que também tem sede em Curitiba, não é exagero. Nunca antes uma seleção brasileira foi tão forte. As razões são várias, a começar pela atleta Daniele Hypólito, do Flamengo (RJ), a primeira a conquistar medalha em um Campeonato Mundial foi segundo lugar no solo, em 2001, na Bélgica.
Outra razão de otimismo é a presença do técnico ucraniano Oleg Ostapenko, que já treinou quatro campeãs olímpicas quando estava na antiga União Soviética e na Ucrânia e, desde 2001, trabalha no Brasil a convite da Confederação. ''Chegar nas competições com ele como treinador é diferente'', diz a coordenadora de seleções da Confederação, Eliane Martins, referindo-se à subida de status da seleção brasileira desde a chegada do novo técnico.
As melhorias na organização da seleção e da Confederação também fizeram o nível técnico das atletas aumentar bastante. A expectativa é que no Campeonato Mundial - programado entre 1º e 4 de agosto em Los Angeles (EUA) - a seleção se classifique entre as sete ou oito melhores. Seria uma boa melhora da equipe no mundial. Em 1995, no Japão (antes das Olimpíadas de Atlanta), as meninas do Brasil ficaram na 23 posição. Em 1999, na China (antes de Sydney), subiram para a 18 colocação. No ano passado, a seleção já ficou com a 11 posição.
O Campeonato Mundial de agosto serve também como classificatório para as Olimpíadas de Atenas, que acontece no ano que vem. O país que conseguir chegar até o 12º lugar classifica toda a equipe seis titulares e uma reserva para os Jogos Olímpicos. Do 13º até o 18º lugar, o país classifica apenas duas atletas, como aconteceu no pré-Sydney. Acima disso, a classificação é individual. (Veja nesta página como funciona a disputa das provas).
Entre as 11 meninas que estão treinando em Curitiba, as que atualmente têm os melhores resultados são Daniele Hypólito (RJ), que é boa no geral, mas se destaca no solo; Camila Comin (PR), boa no salto e na paralela; Dayane dos Santos (RS), que se destaca no solo e no salto; Caroline Molinari (PR), que é melhor na paralela e no solo; Ana Paula Rodrigues (PR), que se destaca na paralela e na trave; Laís Souza (SP), que é melhor no solo e no salto; e Heine Araújo (RJ), na paralela e na trave. Pela média, o ponto alto da seleção é o solo e o fraco é a trave.

mockup