À sombra da inesperada medalha de prata de Daniele Hypólito, 100 crianças de Londrina cultivam o sonho de se tranformar em pelo menos bons ginastas. A Associação Londrinense de Ginástica Artística (Alga) não desfruta das melhores estruturas possíveis de treinamento, mas vem colhendo importantes resultados. No Paraná, a ginástica londrinense é uma das mais fortes. É a primeira no masculino e a segunda no feminino.
Depois da aprovação da Lei de Incentivo ao Esporte Amador, o investimento na ginástica artística da cidade melhorou significativamente, segundo a presidente da entidade, Andréa Rockenbach. ''Pelo menos é a primeira vez que recebemos em dia. A administração atual e a Fundação de Esportes têm nos ajudado muito'', completa a técnica da equipe feminina, Rosana Sohaila.
O principal destaque do grupo é o garoto Luis Fernando Barbosa, 15 anos, que já foi reserva da seleção brasileira nos Jogos Pan-Americano de Winnipeg, em 1999. ''Nós precisamos de mais recursos (empresas) para o Luis ter condições de treinar e se destacar mais em competições nacionais'', diz a presidente da Alga. O garoto, com uma tendinite no cotovelo, não participa do Campeonato Brasileiro, de 25 a 27 de novembro, em Curitiba.
Maior promessa da equipe londrinense, Caio Amaral, 10 anos, treina quatro vezes por semana (quatro horas diárias) se preparando para o Brasileiro de 2002, pela categoria pré-infantil. ''O Caio tem um futuro promissor e um bom biotipo para o esporte'', avalia Marcos Brito, técnico da seleção paranaense masculina. ''Quero um dia ser campeão mundial'', sonha Caio.
A entidade precisa de aparelhos adequados para atletas iniciantes no esporte. ''Nosso objetivo também é contruir o atleta desde pequeno (três a quatro anos). Nós queremos que a ginástica se tranforme em um esporte de rendimento'', diz a técnica Rosana. Nos próximos dias 24 e 25, o Centro promove uma peneirada com crianças das escolas de Londrina. Quem tiver interesse no esporte e precisar de mais informações pode ligar para o fone (043) 322-5893.

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