Rio - As seleções brasileiras masculina e feminina de ginástica artística começam a disputa do Mundial de Glasgow, hoje, em busca de duas conquistas que talvez nem representem pódio, mas que para elas é tão importante quanto uma medalha: as vagas por equipes nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Os dois grupos passaram os últimos dez dias treinando na Europa e, além da confiança, demonstram sintonia também no discurso: o importante é não adiar a classificação olímpica.
Mesmo sendo país-sede da próxima Olimpíada, o Brasil só tem assegurada uma vaga no individual masculino e outra no feminino. Para classificar a equipe para o Rio-2016, a seleção precisa terminar entre as oito primeiras no Mundial que será disputado na Escócia até o próximo dia 1.º. Se não conseguir, terá de ao menos terminar entre os 16 mais bem colocados para ter uma última chance no evento-teste de abril do próximo ano, no Rio.
Apesar dos discursos semelhantes, as perspectivas são distintas. Entre os homens, é grande a expectativa para que o Brasil se classifique para os Jogos pela primeira vez na história já com uma das vagas do Mundial. "A gente trabalhou o ano todo para chegar este momento", resumiu o ginasta Arthur Zanetti.
Além dele, a seleção é formada por Arthur Nory Mariano, Caio Souza, Francisco Barretto Júnior, Lucas Bitencourt, Péricles da Silva e Diego Hypolito, que será o reserva.
No feminino, mesmo com a confiança demonstrada pelas atletas, o caminho para os Jogos do Rio promete ser mais difícil. Isso porque, nos últimos meses, a seleção perdeu as ginastas Rebeca Andrade - apontada como grande promessa da modalidade - e Julie Kim Simon, ambas por lesão.
A seleção feminina que está em Glasgow é composta por Daniele Hypolito, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Letícia Costa, Lorenna Rocha, Lorrane Oliveira e Thauany Araújo. Entre elas, Flávia, Lorenna, Lorrane e Thauany disputarão o Mundial pela primeira vez.

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