Ginastas já pensam em medalha olímpica
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quinta-feira, 18 de julho de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
O sorriso do dever cumprido estava no rosto de todas as integrantes da seleção brasileira de Ginástica Rítmica (GR) no desembarque ocorrido ontem no Aeroporto de Londrina, depois da melhor participação do País em um Campeonato Mundial da modalidade.
Dirigida pela técnica Bárbara Laffranchi, a equipe repetiu em Nova Orleans (cidade norte-americana que sediou o Mundial) a expressiva oitava colocação obtida nos Jogos Olímpicos de Sydney, há dois anos. Na edição anterior do Mundial, o Brasil ficou apenas na 24 posição.
''Foi um resultado excelente, superior até mesmo à Olimpíada, porque lá eram apenas 10 equipes. Demos um salto de qualidade, fruto de um trabalho a longo prazo. Com o desempenho que tivemos e com o equilíbrio atual entre as seleções, não é uma ilusão pensar em uma medalha olímpica'', disse Bárbara.
A treinadora e as atletas que integram a equipe londrinense da Universidade Norte do Paraná (Unopar) descansarão agora por cerca de um mês e em setembro recomeçam os treinamentos.
Bárbara disse que deve continuar utilizando a canção ''Garota de Ipanema''(de Tom e Vinícius) nas apresentações com fitas. Asa Branca (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira), tema da apresentação com corda e bola, deve ser substituída. ''Em uma apresentação de GR é necessário causar impacto, por isso temos que mudar a coreografia a cada competição'', explicou Bárbara.
Em 2003, além do Mundial em meados do segundo semestre, haverá os Jogos Pan-Americanos em São Domingos, capital da República Dominicana. As duas competições são classificatórias para os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.
Uma das mais felizes no desembarque era a capitã Dayane Camilo da Silva, 24 anos, que há 12 anos está na equipe nacional e conheceu as diferenças das duas gerações de vencedoras criadas na Unopar. Ela disse à Folha que o atual grupo de atletas é o melhor que já fez parte. ''Nós estamos em evolução constante. A cada ano subimos um degrau''.
Além de Dayane, fizeram parte da equipe Gabriela Andrioli, 16, de Toledo; Thalita Nakadomari, 16, de Londrina; Natália Eidt, 16, de Santa Cruz do Sul (RS); Gabriela Crivelari, 17, de Brasília.


