Os ginastas da Associação Londrinense de Ginástica Artística (Alga) ganharam uma motivação extra para treinar e buscar mais títulos em 2013. Os antigos aparelhos da sede de treinamentos foram todos substituídos por equipamentos novos, semelhantes aos que são utilizados nos principais campeonatos nacionais e internacionais. Os aparelhos são da marca Spieth – marca oficial da Federação Internacional de Ginástica (FIG) – e vieram da Alemanha em janeiro.
A troca só foi possível através de uma grande ajuda do Ministério Público do Trabalho de Londrina, através dos promotores Marcelo Adriano da Silva e Luciano Carlesso, que foram conhecer o projeto da Alga e a indicaram para investir uma verba própria para destinação em associações de promoção social através do esporte. "Estamos muito felizes, pois é o fim de uma espera de 25 anos. São materiais de primeiríssima qualidade, que no Brasil devem possuir no máximo três ou quatro ginásios com este tipo de aparelhagem", comemorou a presidente da Alga, Cristiane Iwama.
Segundo ela, foram investidos cerca de R$ 300 mil para substituir a aparelhagem antiga. A esperança é de que os novos aparelhos proporcionem melhorias na performance dos ginastas. "Sempre sentimos dificuldade em campeonatos brasileiros. A gente treinava num aparelho e chegava lá eram aparelhos como este e realmente dava muita diferença na performance. Então, a gente tem a expectativa que nossas equipes realmente deem um salto maior no desenvolvimento e continue atingindo os resultados que conseguimos nos últimos três, quatro anos", aponta.
Mas os novos aparelhos não resolvem todos os problemas da Alga. A luta da associação se concentra agora na reforma do prédio do ginásio Alceu Malucelli, onde está instalada sua sede. A antiga construção, que pertence à Prefeitura e está cedida a Alga, apresenta goteiras grandes e problemas estruturais. Segundo Cristiane Iwama, a Secretaria de Obras já esteve no local para uma avaliação, mas até o momento não houve uma posição oficial se a obra sairá ou não do papel. "É até um apelo que a gente faz. Temos um material tão valioso e estamos esquentando a cabeça com a situação do prédio, por isso queremos solucionar o mais rápido possível", afirmou Cristiane Iwama.
A única verba que a Alga dispõe provém do convênio com o Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), no total de R$ 50 mil.

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