Curitiba - As seleções brasileiras feminina e masculina de ginástica olímpica embarcaram ontem para os Jogos Pan-Americanos tendo o otimismo e a segurança como alguns dos principais itens de bagagem. O embarque foi em Curitiba, onde a seleção feminina esteve treinando por cerca de seis meses e a masculina por cerca de quatro meses, na sede da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
As duas seleções têm objetivos diferentes. Enquanto a feminina viaja com a medalha de bronze praticamente assegurada e lutando para chegar ao ouro, a masculina luta para se colocar entre as três melhores equipes. A razão para o otimismo é que nunca antes as seleções foram tão bem preparadas.
A decisão da CBG de reunir todos os atletas, unificar os treinamentos e, principalmente, trazer ao Brasil experientes técnicos ucranianos, são as razões da melhora do desempenho brasileiro nas últimas competições internacionais. Os técnicos da seleção feminina são Oleg Ostapenko e Iryna Ilyashenko, que já treinaram atletas medalhistas olímpico. ''Quando a gente chega em uma competição internacional com eles junto já sente que há um respeito maior para a seleção brasileira'', disse a supervisora das seleções, Eliane Martins.
A seleção feminina tem nomes já consagrados, como a carioca Daniele Hypólito, a maior atleta de ginástica brasileira de todos os tempos, além da gaúcha Daiane dos Santos e a paranaense Camila Comin. Completam o time Laís de Souza, Caroline Molinari e Ana Paula Rodrigues. ''Nosso objetivo é lutar com Canadá e Estados Unidos pela medalha de ouro'', avisa Camila. Para ela, a chegada dos técnicos uranianos foi fundamental. ''Eles ajudaram a evoluir o nosso nível técnico'', disse a curitibana. ''Temos que fazer nos jogos o que temos treinado para chegar a lutar por medalha'', airma Daniele Hypólito.
A família Hypólito tem mais um representante. O irmão de Daniele, Diego, de 17 anos, está na seleção masculina, junto com Mosiah Rodrigues, Danilo Nogueira, Vitor Camargo, Victor Rosa e Michel Conceição. Eles são treinados por Leonardo Finco e Vyecheslav Azimov.
E os atletas jã falam em Olimpíadas às vésperas do Pan-Americano, mas as atenções das duas seleções estão voltadas para os Jogos Mundiais. Eles começam logo depois do Pan, entre os dias 17 e 22 de agosto, em Los Ângeles (EUA) e, neste ano, serão também pré-olímpicos, ou seja, são eliminatórios para as Olimpíadas. O Brasil pretende se classificar no mundial entre os 12 melhores no feminino, o que resultaria numa inédita classificação de toda a equipe para os jogos da Grécia. Já o masculino, como revelou Diego, pretende se classificar entre os 18 melhores do mundo para enviar à Grécia pelo menos dois atletas.

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