As 18 meninas da Unopar que brilharam no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica (GR) de Conjunto, em Toledo (Oeste do Paraná), exibiram ontem no Ginásio do Campus Piza, em Londrina, onde elas treinam e se dedicam diariamente, os troféus e medalhas que conquistaram. As equipes pré-infantil (8/10 anos) e infantil (11/12) foram campeãs em suas categorias e a juvenil (13/15) foi vice, perdendo apenas para a anfitriã Sadia/Toledo, que ganhou também na categoria adulto.
No pré-infantil, as pequeninas treinadas pela ex-atleta Camila Ferezin, auxiliar da seleção brasileira na Olimpíada de Atenas-2004, derrubaram o favoritismo da Sadia/Toledo, que competia ''em casa'' e ficou em 2º lugar. A Aginarc (Curitiba) foi 3º. O conjunto se apresentou com ''mãos livres'' e um dos destaques foi Beatriz Pomini Francisco, 10 anos, que vem competindo também na categoria individual, na qual a Unopar voltou a treinar atletas após um longo período.
Em agosto, na primeira competição de sua vida, no Paranaense Individual, ela ganhou logo de cara três medalhas - ouro com a bola e mãos livres e bronze com a corda. Com o resultado, ganhou o direito de participar do Brasileiro, em Manaus (AM), em outubro, onde foi vice-campeã no geral e campeã em mãos livres. ''Foi uma agradável surpresa para nós, que agora vamos passar a investir também nas competições do individual'', disse Camila Ferezin.
A pequena Beatriz, que veio do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, de Cambé, contou toda faceira porque gostou de competir em Manaus: ''Foi a minha primeira viagem de avião e lá foi muito legal''.
Já a equipe infantil da Unopar, treinada pela ex-capitã da seleção brasileira de conjunto, Dayane Camillo, não teve a concorrência das meninas de Toledo. O time vice-campeão foi a Aginarc e o Semesp-ES ficou em 3º. Dayane elogiou a coragem e a confiança das suas atletas, depois dos acidentes ocorridos com as maças (aparelho semelhante a um pino de boliche) durante os treinos preparatórios para o Brasileiro. ''É um aparelho que a criança tem um pouco de medo de manusear, porque se cai na cabeça, provoca um corte. Eu mesma, quando era atleta, já tomei pontos na boca em uma ocasião'', relatou.
Os acidentes com as maças aconteceram recentemente com três atletas, sendo que a última, Gisele Ferreira, 12 anos, chegou a viajar para Toledo com pontos na cabeça. ''Eu sentia um pouco de dor e às vezes tinha medo que pudesse acontecer de novo, mas graças a Deus deu tudo certo e fomos campeãs'', disse Gisele.
Já o conjunto juvenil, treinado por Virgínia Nobre, que é tricampeão brasileiro e foi campeão pan-americano este ano, em Havana (Cuba), perdeu para Toledo. A técnica não escondeu a chateação. ''Como elas (Toledo) estavam em casa e a vibração da torcida foi maior, houve mais valoração à apresentação delas. Vou ter que digerir esse resultado e elas que saboreiem muito este título, porque será o último'', enfatizou Virgínia.

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