Pequim (China) - De olho em medalhas nas Olimpíadas de Pequim, a equipe brasileira de ginástica artística fez ontem um treinamento que simula o primeiro dia de competição na China. ''A estratégia foi repetir a rotina, desde a hora de acordar, quando comer, até o momento de competição na capital chinese'', explicou Eliane Martins, chefe da equipe brasileira. ''O primeiro dia é o mais importante da ginástica, pois é quando se decidem as classificações'', emendou.
Eliane destacou ainda o excelente nível técnico dos tablados. ''Melhor impossível. O palco fica na mesma altura de como será na competição, não é no nível do chão. Isso é muito positivo, pois treina-se nas mesmas condições de prova. Com certeza, a melhor instalação dos últimos cinco Jogos Olímpicos'', garante. Uma des estrelas do time verde-amarelo, Daiane dos Santos concorda que o a posição do palco colabora para os treinamentos. ''As condições são perfeitas'', destacou.
A ginasta campeã do mundo no solo em 2003 avalia o crescimento da equipe feminina e diz não se sentir pressionada. ''Eu acho ótimo que tenham mais atletas; hoje, temos seis meninas boas. O que a gente queria era que as pessoas conhecessem e gostassem da ginástica artística. É natural que queiram bons resultados. Não vemos isso como pressão'', assegura.
Em decadência na carreira depois de disputar as duas últimas edições dos Jogos, Daniele Hypólito fala sobre a emoção de competir na China, mesmo com poucas chances de uma medalha individual. ''Cada Jogos Olímpicos tem o seu momento especial. Em Sydney, tudo era novidade; em Atenas, estava com a equipe; aqui, estou com meu irmão (Diego Hypólito). Os chineses capricharam em estrutura, estou adorando tudo, mesmo não sendo mais novidade para mim'', afirmou.

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