Ginasta supera adversidades para brilhar
Na ginástica artística, um garotinho com uma história de vida comovente vem sendo o ''menino dos olhos'' na modalidade. Aplicado e perseverante, Lucas Galdino chamou a atenção no ano passado, quando conquistou a segunda colocação no Campeonato Brasileiro Pré-Infantil, com uma pontuação praticamente igual ao do vencedor, Aladim Macedo, atleta do Flamengo. O londrinense ficou com 0.050 pontos a menos do que o carioca.
''Os árbitros do Brasileiro fizeram questão de falar dessa condição privilegiada que o Lucas tem. Se ele continuar nesse caminho, chegará no auge em 2016'', apontou o técnico Geisel Campos, da Associação Londrinense de Ginástica Artística (Alga), onde o garoto treina quatro horas por dia de segunda a sexta-feira. ''Ele estará com 16 anos, uma idade boa. O duro é que vai passar pela puberdade e terá o desafio de manter o peso e a vontade de treinar, já que aparecem outros estímulos'', analisou o treinador.
Olimpíada já está na cabeça de Galdino há tempos. Porém, não era fazendo acrobacias em cima de uma cavalo ou em barras que ele se via nos Jogos Olímpicos. ''Antes de entrar na ginástica eu queria ir para a olimpíada representar o Brasil no futebol'', contou.
Desde que passou a ser ginasta, já vislumbrou um pódio. ''Só penso em ficar em segundo ou terceiro lugar em 2016. É impossível ficar em primeiro. Tem uns caras de outro mundo. Se ficar em primeiro vai ser milagre'', sonha o garoto.
Tímido, ele busca na memória dos pais a inspiração para ser cada vez melhor. Lucas é orfão. A mãe sofreu um derrame em 2007, no mesmo ano em que ela o levou para treinar na Alga. O pai sofreu com um câncer e partiu no ano seguinte. O garoto mora com uma irmã e com o marido dela. (T.M.)





