As atletas da equipe feminina de ginástica da Associação Londrinense de Ginástica Artística (Alga) não puderam treinar ontem. O motivo? O Centro de Ginástica Alceu Malucelli ficou completamente alagado em decorrência da chuva. As goteiras e o entupimento da calha do ginásio deixaram os equipamentos molhados e o local sem condições de ser utilizado.
A coordenadora-administrativa da Alga, Rosana Moreira, explicou que o ginásio foi construído em 1988 para o desenvolvimento da ginástica artística. Logo no início das atividades percebeu-se que as goteiras seriam parte integrante do cotidiano dos ginastas. Segundo ela, o telhado foi reaproveitado de uma antiga construção da Rede Ferroviária, que estava desativada.
Além de impedir os treinos, o acúmulo de água reduz o tempo de vida útil dos equipamentos. ''Um equipamento para os exercícios de solo, chamado fuan, que deveria durar oito anos não chegará a cinco'', observou.
Rosana completou que nos 17 anos de uso do ginásio, a Alga realizou vários reparos no telhado e na calha, mas o problema, na verdade, nunca foi resolvido por completo. ''A água está escorrendo pela caixa de energia elétrica'', alertou. Ela acrescentou que já foram feitas reivindicações à prefeitura proprietária do prédio para que o telhado fosse trocado, mas o pedido não foi atendido.
O diretor-técnico da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Ariobaldo Frisseli, esclareceu que um técnico foi enviado ontem ao local para fazer uma avaliação do problema. Além disso, o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini, foi procurado pela diretoria da FEL para avaliar a possibilidade de se realizar uma reforma no ginásio. ''Pedi para que a Rosana fizesse um orçamento particular'', adiantou Frisseli.
No dia 1º de fevereiro, a direção da Alga se reunirá com representantes da FEL para discutir essa e outras questões administrativas.

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