Gílson promete 'descer o braço' contra o Report
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quinta-feira, 15 de abril de 1999
Agência Estado 
O atacante Gílson é a grande esperança da Ulbra/Pepsi para os últimos três jogos do playoff final da Superliga Masculina de Vôlei contra o Report/Nipomed. A série melhor-de-cinco partidas está empatada por 1 a 1 e o terceiro jogo será disputado sábado, às 19 horas, no ginásio Tesourinha, em Porto Alegre.
Atual campeão brasileiro, o jogador mineiro, de 31 anos e 1,92 metro, foi contratado pela Ulbra apenas para a fase decisiva da Superliga. Ele defendeu o time do Suntory no Campeonato Japonês de 1998/1999, terminando como o grande destaque individual da competição, embora sua equipe tenha ficado apenas com a medalha de bronze.
Melhor ataque, melhor saque, maior pontuador e integrante da seleção do torneio, Gílson retorna ainda este mês ao Japão. Ele jogará a Copa do Imperador, a segunda competição mais importante do país. Vou repensar a minha vida na próxima temporada, diz o jogador, que sofre com uma tendinite crônica no ombro direito. Se continuar no Japão, não vou participar da Superliga, prossegue. Meu ombro não aguenta. Apesar das dores, contornadas com seguidas sessões de fisioterapia, Gílson voltou a treinar ontem, depois de ser poupado na quarta-feira.
Para os próximos jogos contra o Report, o melhor jogador da Superliga passada promete não economizar o braço. Os jogos contra Suzano são sempre muito difíceis e exigentes, lembra Gílson, que mantém a inscrição MP 16 - que significa Mão de Pilão e o seu número de camisa -, desenhada na parte de trás da cabeça. Temos de descer o braço para continuar na briga pelo título.
Gílson não é a única preocupação do técnico Jorge Schmidt. O treinador ficou sabendo ontem que o atacante Alex Lenz, jogador convocado para a seleção brasileira, está com uma fratura de estresse na tíbia direita.


