Gilson Kleina critica violência de torcedores
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
Das Agências 
São Paulo - As ameaças feitas pela torcida do Palmeiras em caso de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro preocupam o técnico Gilson Kleina. O treinador lembra que a violência dos torcedores não fará o time jogar melhor. Pelo contrário: só prejudica a concentração da equipe, que briga ainda para não cair.
"Não adianta trabalhar com ameaça e violência. Isso prejudica ainda mais o nosso trabalho porque o lado emocional influencia bastante nesse momento. Estamos tentando fazer a nossa parte. O torcedor não verá ninguém jogando a toalha, posso garantir", afirmou o treinador.
Kleina destacou que o time tem brio e não deixará de lutar contra o rebaixamento. "Todo mundo está sentindo pelo que está acontecendo. Os jogadores querem dar uma resposta, todos têm vergonha na cara. O grupo está sofrendo muito."
Horas depois de o Palmeiras ter sido derrotado por 3 a 2 pelo campeão Fluminense, em Presidente Prudente, vândalos atearam fogo à loja do clube, que fica no Palestra Itália.
Antes de o local ser incendiado e arrombado, uma frase foi pichada na porta da loja com a frase: "Acabou a paz". O Palestra Itália também voltou a ser alvo de novas pichações contendo ameaças, como já havia ocorrido na semana passada, sendo que o principal alvo das mesmas foi o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, que vem tendo a sua cabeça pedida pelos torcedores.
Por causa dessa forte pressão, Tirone admite que pode mudar de ideia e desistir de tentar a reeleição. "A reeleição não é agora e nem estou com cabeça para falar do assunto. Mas o que posso dizer é que, no momento, eu não tenho motivação para tentar uma reeleição", disse o dirigente.
A eleição no Palmeiras será realizada no dia 21 de janeiro de 2013 e será a última por votação apenas entre conselheiros. A próxima, em novembro de 2014, será realizada com a votação dos sócios do clube. Nenhum candidato ainda oficializou sua candidatura, mas a tendência é que a disputa fique entre Wlademir Pescarmona, Paulo Nobre e Tirone, que caso desista, pode indicar alguém para tentar assumir o cargo.


