O diretor-técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Gilberto Coelho, se demitiu ontem à tarde, após desmarcar a partida entre Vasco e Palmeiras, cerca de duas horas antes do início do jogo. Pressionado pela presidência da CBF para adiar o jogo, Coelho foi obrigado a descumprir uma promessa feita no dia anterior e ceder a pressão do vice-presidente de futebol do Vasco, Eurico Miranda. Na quarta-feira à noite, Coelho confirmara o jogo no Parque Antártica e dissera que o Vasco seria punido pela entidade, caso não entrasse em campo para enfrentar o time paulista, o que não ocorreu.
Coelho ocupa o cargo desde setembro de 1993. Neste período, ele foi obrigado a passar por uma série de situações constrangedoras. No ano passado, ele garantira que o Fluminense não ‘‘viraria a mesa’’ para permanecer na Série A, o que não ocorreu. Nesta semana, Coelho também estava sendo pressionado para ‘‘virar a mesa’’ na Série B, após a disputa jurídica travada entre o Santa Cruz e o Sampaio Corrêa. Ele garantia que não haveria mudanças, mas a sua saída do cargo aumenta ainda mais as especulações sobre a alteração no regulamento da competição, o que poderá ocorrer amanhã. Além do Santa Cruz e do Sampaio Corrêa, o Fluminense também quer a ‘‘virada de mesa’’.
WO - Nos últimos nove anos, tempo da atual administração da CBF, aconteceram dois casos de WO na primeira divisão do Brasileiro com desfechos diferentes. No primeiro, em 89, o Coritiba não apareceu para jogar contra o Santos, alegando que a partida deveria ocorrer no mesmo dia de outros jogos
decisivos. Como punição, o Coritiba foi afastado do torneio e suspenso por um ano de todas as competições organizadas pela CBF.
Em 93, quem não apareceu para jogar foi o Vasco, que deveria enfrentar o Palmeiras. Ao contrário do Coritiba, o Vasco não recebeu punição por sua falta, além de conseguir uma nova data para jogar contra o Palmeiras.Robson Fernandes/AEPalmeirenses protestam contra o adiamento de jogo com o VascoAgência Folha

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