Gil tira o sono do técnico são-paulino
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quarta-feira, 19 de março de 2003
Agência Estado 
Extrema - Depois que ficou confirmado que o São Paulo precisa de uma vitória simples sobre o Corinthians para ficar com o título, Oswaldo de Oliveira não perdeu tempo. Aproveitou a tarde de ontem em Extrema para tentar resolver aquele que considera o item fundamental no sonho de conquistar o título paulista: anular Gil.
Oliveira analisou junto com os jogadores o teipe da vitória corintiana no domingo. Destacou a liberdade que o atacante rival teve principalmente no segundo tempo. Observou os dribles humilhantes do jogador, como quando colocou a bola entre as pernas de Jean. Ou quando teve todo o espaço para fazer o terceiro gol.
Os jogadores lembraram até que por causas dos seus dribles contra o São Paulo, Émerson foi dispensado pelo clube. Oliveira chegou à conclusão óbvia de que não deu certo a improvisação de Júlio Baptista na lateral. Vai colocar um especialista e um volante só para travar o jogador.
Apelar para um especialista é a nova aposta de Oliveira. No coletivo de ontem, ele fez questão de colocar Gabriel entre os titulares. Mas olhava com toda a atenção para o lateral dos reservas. Depois de duas semanas, Leonardo, já recuperado das dores no púbis, fazia o seu primeiro treino com todos os jogadores. Entre a juventude e a experiência, o técnico quer a vivência de Leonardo, mas teme sua condição física.
''Eu estou mais do que pronto para jogar. Espero essa chance com muita vontade. Já marquei o Gil e sei que com ele não se pode dar espaço. Ele tem velocidade e habilidade. Não é fácil para ninguém marcá-lo'', diz Gabriel.
O medo de Oliveira em escalá-lo é a sua fixação por atacar. ''Fica difícil conter o Gabriel. Ele está acostumado a descer muito. E o Gil não volta, fica sempre na frente. E já deu para perceber que em um lance, uma desatenção, ele é capaz de decidir uma partida. Se ele estiver bem marcado, o São Paulo poderá buscar a vitória de maneira mais segura'', afirma, cauteloso, Oliveira.
Regulamento O Comitê Executivo da Federação Paulista de Futebol confirmou o que já era esperado. Após apresentação de análise do regulamento do Campeonato Paulista por parte do Corinthians e do São Paulo, o grupo anunciou no início da tarde de ontem que a vantagem na final é mesmo do time do Morumbi. Se o São Paulo ganhar por 1 a 0 será campeão.
Segundo Orlando Duarte, um dos integrantes da equipe de advogados que compõe o Comitê Executivo, foi feita uma votação com a sua participação e a de Juvenal Juvêncio, Carlos Facchina Nunes, José Maria Marin, Samir Abdul-Hak, Edvar Simões, Salvador Mezarane para solucionar o impasse. Apenas Simões, que é supervisor do Corinthians, votou contra. O resultado: 6 a 1.
Duarte afirmou que ''houve um descuido, mas não má-fé na elaboração do regulamento'' do Estadual. Por esse motivo, foi considerado válido ''o espírito da lei'', que dá a vantagem do empate aos times com melhor campanha, dando fim à polêmica criada pela má redação do regulamento, que, para alguns, dava a vantagem ao time com menos cartões vermelhos e amarelos, no caso, o Corinthians.


