Gil e Helinho estão de lados opostos nesta reta final
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segunda-feira, 22 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
Ano passado, quando foi campeão da Fórmula Indy, o brasileiro Gil de Ferran contou com a ajuda do seu companheiro na equipe Penske, o também brasileiro Hélio Castro Neves, nas últimas provas da temporada. Agora, como Helinho ainda está na briga pelo título, Gil terá que lutar por conta própria no GP da Austrália, que acontece neste domingo e pode lhe garantir o bi.
As chances de Helinho são muito pequenas, mas ele prefere não jogar a toalha. Com 141 pontos, ocupa a terceira posição, atrás do sueco Kenny Brack (Rahal), que tem 153. Gil está em primeiro, com 179, sendo que há apenas mais 44 em jogo, nas etapas da Austrália e de Fontana (dia 4 de novembro).
''Realmente, no ano passado o Hélio foi fantástico na reta final do campeonato e me ajudou bastante'', lembra Gil. ''Fazer o jogo de equipe e ajudar o companheiro é normal. Faria isso de novo tranquilamente. Mas, por enquanto, ainda tenho chances e vou lutar por elas. É melhor ainda ter alguma chance do que ter nenhuma'', avisa Helinho.
Sozinho na briga com Brack e o próprio Helinho - os únicos três pilotos com chances matemáticas de ser o campeão -, Gil ainda luta contra um retrospecto negativo no circuito de rua de Surfer's Paradise, onde acontece a etapa da Austrália. Nos últimos dois anos, ele abandonou a prova logo na primeira volta, após se envolver em acidentes.
''Espero ter mais sorte dessa vez, porque preciso ir bem para não deixar o título escapar'', afirma Gil, consciente de que falta pouco para entrar no seleto grupo dos bicampeões da Indy, junto com Rick Mears (1981-82), Bobby Rahal (1986-87) e Alex Zanardi (1997-98).
Apesar do acidente que sofreu no GP de Laguna Seca, no último dia 14, o espanhol Oriol Servia (equipe Sigma) não sofreu nada grave e já está liberado para participar da etapa na Austrália. Os treinos no circuito de rua de Surfer's Paradise começam na sexta-feira.


