O piloto brasileiro Gil de Ferran, campeão da temporada de Fórmula Indy, chegou ontem ao Brasil, e fez questão de deixar claro que encontra-se ‘‘muito motivado’’ para ser bicampeão. ‘‘A Indy será ainda mais difícil em 2001. Meus adversários não me dirão você primeiro, por favor, por eu ser o campeão.’’
Sobre os três pódios completamente brasileiros este ano, Portland, Mid-Ohio e Fontana, comentou: ‘‘Foi divertido, nós falávamos um monte de besteiras e ninguém entendia nada.’’ Nada menos de 11 pilotos, de sete equipes distintas, venceram ao menos uma vez este ano no campeonato.
‘‘Acredito que a competitividade deverá ser ainda mais elevada em 2001’’, prevê Gil. Essa disputa pelo título prova a prova é o maior estímulo para tentar continuar vencendo, argumenta. ‘‘Para mim, a única diferença é que estarei menos ansioso, como já me sinto.’’ Dentre os brasileiros a tendência é de a competição ser ainda mais acirrada, prevê: ‘‘com a contratação do Bruno Junqueira pela Ganassi vamos ter representantes nos principais times da categoria.’’
A razão para o País ter tantos representantes na Indy é simples na opinião de Gil: ‘‘Os times estão cada vez mais profissionais, com maior liberdade para escolher seus pilotos. O que se busca é talento e nós temos sorte, porque há muitos brasileiros bons.’’ A tradição de categoria reservada aos norte-americanos acabou faz tempo. Este ano, os Estados Unidos tiveram apenas Michael Andretti e Jimmy Vasser em condições de lutar pelas vitórias. Para Gil, um dos fatores que vem atrapalhando essa renovação de pilotos é a concorrência da Nascar.
‘‘Muitos jovens norte-americanos iniciam sua carreira visando não a Indy mas a Nascar.’’ Outra característica da Indy é a sua cada vez maior internacionalização. Na próxima edição do campeonato haverá, pela primeira vez, duas provas na Europa, na Alemanha e na Inglaterra.