Gil de Ferran diz que Vasser é o maior rival em 99
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 1999
Por José Emílio Aguiar 
Rio, 05 (AE) - Destaque brasileiro no teste de pré-temporada encerrado quinta-feira em Homestead, Gil de Ferran apontou o piloto a ser batido na abertura do campeonato, dia 21 de março, em Miami: o americano Jimmy Vasser, vice-campeão em 1998. "Ele é a bucha", brincou. "Os carros da Forsythe estão rápidos, mas não tão fortes quanto o Vasser." Gil, quarto mais veloz dos testes, observou com atenção os rivais que o superaram. Os canadenses Patrick Carpentier e Greg Moore fizeram os melhores tempos, mas Vasser, terceiro colocado, foi o mais rápido com o carro em configuração de corrida, com tanque cheio e pneus usados. "Ele está um pouquinho melhor que a gente", contou. "O Vasser consegue marcar 26s2 constantemente, enquanto nós andamos perto de 26s5."
De Ferran andou pela primeira vez com o Reynard 99 num circuito oval e gostou do carro. "É mais fácil de acertar e tem um pouco mais de aderência que o modelo 98." O novo motor Honda
segundo ele, pode ser um trunfo da equipe. "O motor já era bom ano passado e eles conseguiram melhorá-lo ainda mais." O Honda V8 turbo ganhou mais força em giros médio e alto. Já os pneus Goodyear continuam a ser o ponto fraco, embora a fábrica os tenha melhorado bastante.
A Goodyear levou três tipos de pneus para o Spring Training e Gil já sabe qual a mistura ideal que deve usar na corrida. "Sabemos a lição de casa", disse. A Goodyear importou engenheiros da F-1 que ainda aprendem a trabalhar a tecnologia de construção dos pneus nos ovais. A Firestone mais uma vez levou vantagem, fazendo oito dos dez primeiros lugares.
Gil testou menos na pré-temporada do que ano passado, em razão da limitação imposta pela Cart - cada time de um carro só pode fazer 40 dias de testes de chassi e motor e mais 10 de pneus. O limite aumenta para 50 dias para times com dois carros, também com 10 testes de pneus.
Gil disse que está mais descansado e motivado. O time se reforçou com um segundo piloto, o japonês Naoki Hattori, e novos engenheiros. "São mais cabeças pensando", disse. "Isso refresca nossa visão e ajuda a atacar os problemas."
Além de Gil, só Tony Kanaan e Raul Boesel conseguiram andar entre os dez primeiros. Boesel superou um dos favoritos ao título, o escocês Dario Franchitti, seu parceiro de time, em todas as quatro sessões de treino. Raul foi tão constante quanto Gil, Carpentier, Moore, Kanaan e o italiano Max Papis, da Rahal.
"De tanque cheio, andávamos entre 26s3 e 26s6."
Há um ano disputando a Indy Racing League (IRL), liga paralela à Indy, Boesel não teve problemas de se adaptar ao Reynard-Honda da Green. Ele achou que poderia ter virado ainda mais rápido, se tivesse corrigido um problema crônico do carro sair de frente entre as curvas 3 e 4. Na melhor volta, com pneus novos, o fundo do carro batia muito no chão e prejudicou seu equilíbrio.
Tony Kanaan só usou pneus novos no fim da última sessão, à tarde, quando a pista estava oito graus mais quente. Na sua melhor volta, foi atrapalhado pelo colombiano Juan Montoya, que saía do box e não o viu.
Kanaan considerou o teste "superprodutivo." "O novo motor Honda é um canhão", disse. Com o reforço de patrocínio do McDonalds, o time ganhou mais cinco mecânicos e fará 20 dias de testes até a estréia. Amanhã, Tony já testa de novo, em Sebring.
As decepções foram o desempenho do chassi Swift - que deixou o vencedor de 98, Michael Andretti, apenas em 11º - da Penske, que só fez o nono tempo depois de Al Unser Jr. colocar vários jogos de pneus novos, e da Lola, de Hélio Castro Neves, 18º colocado.


