São Paulo, 20 (AE) - O piloto Gil de Ferran, com Reynard-Honda (equipe Walker), quebrou um longo jejum de vitórias brasileiras da Fórmula Indy, vencendo hoje o GP de Portland, depois de 98 voltas. A última vitória brasileira na categoria pertencia a Maurício Gugelmin, no GP de Vancouver, em 31 de agosto de 97. Foi a primeira vez que a Goodyear chegou na frente, em 8 corridas nesta temporada. O colombiano Juan-Pablo Montoya, Reynard-Honda (Chip Ganassi), terminou em 2º e permanece na liderança do campeonato. A Honda ficou com as três posições do pódio.
Esta foi a 3º vitória de Gil na Indy. As duas anteriores foram em Laguna Seca (95) e Cleveland (96).
"Hoje foi um dia onde tudo deu certo. Principalmente os três pit stops que fizemos", disse o piloto. Gil comentou que não tinha, no início, um conjunto capaz de acompanhar Montoya e Castro Neves. "Mas as bandeiras amarelas equilibraram a situação". Disse ainda que, no último pit, a 7 voltas do final, só tinha um galão de metanol. "Não daria para chegar até o final".
Para Gil, o grande momento da prova foi a derrapagem de Montoya depois da terceira bandeira amarela: "Foi naquele momento que ele perdeu a corrida", comentou.
Hélio Castro Neves, Lola-Mercedes (Hogan), fez uma excelente largada superando o pole Juan-Pablo Montoya na primeira curva do circuito. Evitou o assédio do colombiano e manteve-se na liderança durante 30 voltas até que uma pane elétrica o tirou da prova. Montoya assumiu a ponta e só perdeu a liderança depois de um pit stop para a troca de pneus. Com um carro sem o mesmo equilíbrio, o colombiano não teve condições de acompanhar o rítmo de Gil de Ferran que chegou a abrir uma vantagem de 23s6. Dessa forma, a 7 voltas do final, o piloto brasileiro fez uma rápida parada no box apenas para reabastecer o tanque de combustível e voltou na frente para vencer a corrida. Os brasileiros Gualter Salles e Maurício Gugelmin não concluiram o percurso.
Esta foi a 3º vez, este ano, que Hélio Castro Neves liderava a prova e acabou fora da corrida por causa de problemas com o motor Mercedes. Por isso, Carl Hogan, dono da equipe, estava muito irritado no final da corrida.
Classificação da prova: 1º - Gil de Ferran, Reynard-Honda (Walker), 97 voltas (média de 172,8 km/h); 2º - Juan-Pablo Montoya, Reynard-Honda (Chip Ganassi), a 5s2; 3º - Dario Franchitti, Reynard-Honda (Green), a 5s9; 4º - Adrian Fernandez, Reynard-Ford (Patrick), a 12s7; 5º - Paul Tracy, Reynard-Honda (Green), a 15s272; 6º - Bryan Herta, Reynard-Ford (Rahal), a 26s1; 7º - Roberto Moreno, Reynard-Mercedes (PacWest) a, 29s01; 8º - Max Papis, Reynard-Ford (Rahal), a 29s8; 9º - Patrick Carpentier, Reynard-Mercedes (Players), a 30s1; 10º - Cristiano da Matta, Reynard-Toyota (Arciero), a 42s3. Outros brasileiros: 14º - Christian Fittipaldi, Swift-Ford (Newman-Haas); 15º - Tony Kanaan, Reynard-Honda (Forsythe II); 18º - Tarso Marques, Penske-Mercedes (Penske). Classificação do campeonato: 1º - Juan-Pablo Montoya (Colômbia0, 90 pontos; 2º - Dario Franchitti (Escócia), 85; 3º - Gil de Ferran (Brasil), 71; 4º - Greg Moore (Canadá), 69; 5º - Adrian Fernandez (México), 6º - Michael Andretti (EUA), 64. Outros brasileiros: 7º - Christian Fittipaldi, 61; 12º - Tony Kanaan, 26; 15º - Hélio Castro Neves, 21; 16º - Roberto Moreno, 21; 17º - Cristiano da Matta, 16; 18º - Maurício Gugelmin, 13; 23º - Tarso Marques, 4.

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