O brasileiro Gil de Ferran começa hoje os treinos no circuito misto de Mid-Ohio como um dos favoritos à pole position. Mas prefere esperar o início da sessão livre para fazer qualquer previsão. ‘‘Tudo vai depender de como os pneus vão se comportar.’’ Gil está escaldado com o fraco desempenho da Goodyear, que vem de seis derrotas consecutivas para a Firestone.
O campeonato entra na fase decisiva e Gil está na briga pelo título com Zanardi e Paul Tracy. Soma 108 pontos, contra 127 do italiano da Ganassi e 121 do canadense da Penske. Mais atrás vêm Michael Andretti, com 103, e Greg Moore, com 95. Uma nova vitória de Zanardi - a quarta do ano - o deixará em ótima posição, mas Gil não aposta nisso. ‘‘Acho que acelero mais do que ele’’, disse, respondendo insinuação do rival de que alguns adversários têm inveja dele.
Gil reconhece que o italiano será seu maior rival. ‘‘Ele vai ser uma pedreira’’, comentou.
Nova PenskeGil de Ferran quer fazer da equipe Walker uma nova Penske. O time do piloto brasileiro já é um dos que possui melhor estrutura na Fórmula Indy, com orçamento de US$ 10 milhões e uma fábrica moderna, com capacidade para construir câmbio e outras peças importantes do carro. Gil e o patrão Derrick Walker, porém, não se contentam com isso. Querem mais.
‘‘Já somos uns dos melhores, mas queremos ser o que a Penske é hoje: a melhor’’, disse Gil. ‘‘Estamos trabalhando para ter os melhores mecânicos, os melhores engenheiros e, é claro, o maior orçamento da Indy.’’ Para chegar ao nível da Penske, que tem dois pilotos e constrói seu próprio carro, a Walker precisaria de US$ 25 milhões por ano.
Gil já contribui com parte do orçamento da equipe, levando patrocinadores pessoais, como a Axe e a Varig. ‘‘Mas ainda há espaços vagos e nós temos sido procurados por empresas brasileiras, que têm mostrado muito boa receptividade’’, revelou Gil.

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