Curitiba - O melhor jogador de vôlei do mundo é paranaense e está de volta à terrinha. Giba, medalhista de ouro e considerado o mais valioso atleta da modalidade em Atenas, desembarcou ontem por volta das 10 horas em Curitiba e desfilou no carro de Corpo de Bombeiros pelas ruas da Capital. Antes de tudo isso, ainda no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Giba fez questão de ver a filhinha Nicoll, que nasceu quando ele ainda estava competindo com a equipe brasileira na Grécia.
''Gente, gostaria de pedir para a gente fazer as entrevistas rápido porque gostaria de descansar. E ver minha filhinha de olhos abertos, coisa que não vi ainda'', pediu educadamente o 'pai coruja', ao lado da mulher, a também jogadora de vôlei, Cristina Pirv, durante a coletiva para a imprensa.
O londrinense Giba, que mora em Curitiba, destacou que os atletas só sentem realmente a dimensão do excelente resultado na Olimpíada quando chegam ao Brasil. ''Só aqui caiu a ficha. O pessoal valoriza e aproveita bastante lá mas muitos dos que ainda não voltaram só terão essa sensação quando chegarem. Caminhar pelas ruas e ver que as pessoas, desde crianças até velhinhos, assistiram a partida e torceram pela gente é algo muito bom.''
Desde o projeto para Atenas, que começou após o fracasso em Sydney, Giba e seus companheiros, comandados pelo técnico Bernardinho, estiveram em 14 finais de 15 competições, conquistando 13 títulos. E corresponder o favoritismo garantido nos últimos quatro anos teria sido o maior obstáculo rumo ao ouro olímpico. ''O Bernardo e sua comissão técnica construíram uma máquina de ganhar títulos e foi preciso confiança recíproca. A gente sabe que chegar lá em cima é difícil mas se manter no topo é muito mais. Então a pressão era grande e precisamos pensar um jogo de cada vez. Procuramos não acompanhar as coisas no Brasil para evitar a pressão'', disse o atacante brasileiro.
Agora, além de curtir a filha Nicoll, ao lado da esposa Cristina, Giba quer descansar antes de voltar ao Campeonato Italiano, no dia 26 de setembro. O atleta, de 27 anos, adiantou que também aproveita o tempo aqui para montar um projeto, com o objetivo de implantar o vôlei em comunidades carentes. Ele também falou sobre o seu futuro e o da modalidade no Brasil. ''O vôlei ainda tem mais dez anos de renovação no Brasil. Eu, por enquanto, vou agradecer a Deus por estar no auge da carreira, da vida amorosa e familiar. O que mais um homem poderia querer? Mas vou completar 28 anos e penso em jogar até meus 35, 36 anos.''

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