Giba valoriza medalha de prata nos Jogos Olímpicos
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Agência Estado 
São Paulo - Medalhista de prata na Olimpíada, a seleção brasileira masculina de vôlei chegou ontem ao Brasil com um discurso de valorização do resultado obtido em Londres, mesmo com a derrota de virada para a Rússia na decisão do último domingo, quando perdeu por 3 sets a 2. Com outras duas medalhas olímpicas no currículo - o ouro em Atenas/2004 e a prata em Pequim/2008 -, o ponteiro Giba ressaltou o encerramento do seu ciclo na seleção com a participação em mais uma final de Jogos Olímpicos.
''Foi muito bom ter chegado à final olímpica depois de todas as críticas que recebemos na Liga Mundial (antes de ir aos Jogos de Londres, o Brasil ficou fora do pódio da competição). Tenho um orgulho muito grande de ter estado ao lado dessas pessoas jogando a final. Tenho orgulho dessa geração. Somos ouro e duas vezes medalha de prata em Jogos Olímpicos. O convívio com esses nomes, essas pessoas e seus familiares, é motivo de grande orgulho para mim'', disse o londrinense.
Capitão da seleção nos últimos cinco anos, Giba aproveitou para apontar o levantador Bruno e o ponteiro Murilo como sucessores na condição de líderes do time do Brasil. ''Quero desejar toda a sorte do mundo para o Bruno e o Murilo, que serão os próximos capitães e líderes desse grupo. Eles terão a responsabilidade de manter a seleção no mesmo nível dos últimos 12 anos'', afirmou o jogador de 35 anos, que agora continuará jogando apenas por clubes - defenderá o Bolívar, da Argentina, na próxima temporada.
Também em tom de despedida, Serginho exaltou a sua passagem pela seleção e confirmou mais uma vez a decisão de não atuar mais pelo Brasil. ''Esse é o momento de preparar uma nova geração de líberos para as próximas olimpíadas. Sempre vou estar disposto a vestir a camisa da seleção, jamais irei negar uma convocação, mas espero que só me convoquem em casos de extrema urgência. Agora vou torcer para eles e o que eu levo para o resto da minha é a amizade com essas pessoas'', comentou o líbero de 36 anos, outro que tem três medalhas olímpicas no currículo.
Ainda avaliando a participação do Brasil na Olimpíada, o assistente técnico Rubinho contou que a reta final de preparação foi fundamental para que a equipe conquistasse uma medalha em Londres - Bernardinho não desembarcou com o grupo nesta quinta-feira. A seleção teve um início de ano ruim, com desempenho irregular na Liga Mundial, em que ficou apenas na sexta posição, mas conseguiu ser competitiva nos Jogos Olímpicos.
''Conseguimos fazer uma boa fase de preparação para os Jogos Olímpicos. Tivemos uma excelente campanha, com um nível convincente, que findou com a chegada à final. Nos classificamos bem na primeira fase, passamos por adversários de grande qualidade e fizemos um jogo extremamente disputado na final'', avaliou Rubinho, falando em nome de Bernardinho.


