Gilberto Godoy Filho sempre sonhou em ser um grande jogador de vôlei. Atleta mais jovem da seleção brasileira, que tenta a inédita medalha de ouro no Mundial do Japão, Giba vê tornar-se realidade o seu sonho. Aos 21 anos, ele é um dos destaques da equipe dirigida pelo técnico Radamés Lattari Filho. Giba faz parte do time-base brasileiro, ao lado de Maurício, Max, Gustavo, Douglas e Nalbert.
Novo reforço do Report/Nipomed, de Suzano, Giba compensa a baixa estatura para a realidade moderna do esporte (1,92 m) com muita velocidade e impulsão. Herdeiro da legião de tietes que perseguiam Giovane, que se transferiu para o vôlei de praia, Giba arrebanhou outra trupe de fãs no Mundial. As torcedoras japonesas gritam com dificuldade o seu nome cada vez que vai para o saque ou completa um ataque na rede.
Quando fala de vôlei, Giba lembra logo que tudo o que tem hoje é graças ao esporte. Ele começou no Canadá Country Club, em Londrina, e depois foi para o Clube Curitibano. E graças a ele pôde ajudar muito a família. ‘‘Meus pais são separados e já pude dar um pouco de conforto, principalmente à minha mãe e à minha avó, com quem morei muito tempo’’, diz o atleta, filho de Gilberto Godoy, o ‘Mexicano’, ex-atleta de futebol de salão do Monções, de Londrina.
O início da carreira de Giba, porém, foi muito difícil. Apenas um ano após ter começado, ele sofreu um grande acidente. Ele levou um tombo do galho de uma árvore e rasgou o braço esquerdo numa grade. Levou quase 150 pontos. Precisou de um ano para recuperar-se e voltar ao esporte. Aos 16 anos, disputou o seu primeiro campeonato brasileiro.
Talvez por ter tido um início de carreira difícil e por ter uma vontade muito grande de ajudar a família a melhorar de vida, Giba fez da raça a sua marca registrada dentro de quadra. ‘‘Sei que o vôlei é a minha vida, é o meu prazer e meu ganha-pão, mas tenho um outro sonho que é ser veterinário’’, diz. ‘‘Adoro animais e poderia acompanhar um pouco a minha namorada, a Chiara, que estuda zootecnia.’’

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