São Paulo - O atacante Giba, da seleção brasileira campeã mundial de vôlei, veio ao Brasil para fazer uma declaração de ''minha culpa'', enquanto ainda cumpre suspensão (termina no dia 21) por causa do resultado positivo em exame antidoping para metabólitos de THC (maconha). Giba, de 27 anos, disse que errou, mas fez questão de ressaltar, olhando nos olhos dos interlocutores, que ''foi um erro único''. Observou que não é um viciado em maconha e deseja recuperar sua imagem de ''símbolo'' do vôlei. Concordaria, até mesmo, em participar de uma campanha contra as drogas colocou sua imagem à disposição, gratuitamente.
O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, anunciou que a ''punição'' de Giba será doar o seu primeiro salário na seleção para uma instituição de reabilitação de drogados.
''Vim ao Brasil para falar sobre isso pela última vez. Não toco mais nesse assunto. Daqui para frente, só falo sobre voleibol - disse Giba, que voltará à Itália hoje e no dia 30 estará em quadra para enfrentar o Verona pelo Campeonato Italiano.
Confira os principais trechos da entrevista de Giba:
Arrependimento
''Estou arrependido, mas foi um erro único. Sei que sou um símbolo, um exemplo principalmente para as crianças e não poderia ter errado. Fui fraco, mas garanto que não acontecerá de novo. Minha pena foi a menor possível baseada nos meus antecedentes esportivos. Já passei por quase 20 exames antidoping oficiais e nunca tive um resultado negativo. Isso foi o que pesou na decisão dos juízes italianos.''
Momento
''Estava passando por momentos difíceis na minha vida pessoal. Foram vários problemas de uma vez só e fiquei abalado. Apesar disso, estava num bom momento dentro da quadra, jogando bem. Graças a Deus, sempre soube separar a vida pessoal da profissional. Quando entro em quadra, esqueço tudo lá de fora.''
Apoio
''Conversei com todos os colegas da seleção, todos estiveram comigo o tempo todo. Minha mãe está comigo na Itália, minha família está ao meu lado. O presidente da CBV, Ary Graça, também está comigo desde o início, nos falamos várias vezes durante esse tempo. Não tenho nada a esconder, vou continuar vivendo normalmente. Recebi muitos e-mails de fãs também, todos me dando força para seguir em frente.''
Imagem
''Vou conversar com a Olympikus, que é minha patrocinadora, para fazermos uma campanha contra as drogas. Estou colocando minha imagem à disposição de quem queira fazer campanhas anti-drogas.''
Futuro
''Meus problemas pessoais já foram resolvidos, mas podem voltar. Ninguém está livre de problemas e eu sou humano, não estou imune. Mas agora vou pensar de outra maneira, com a cabeça no lugar e não pensar que a droga pode ser uma saída.''
Cigarro
''Fumei durante um tempo, mas não fumo mais. E fumei muito pouco, nunca fui viciado. Foi uma fase que passou.''
Maconha
''Acho que a maconha não deve deixar de ser considerado dopping, porque é uma substância que faz mal ao atleta, ao ser humano.''
Provocações
''Sei que serei provocado por adversários e pela torcida, mas saberei vencer esse desafio. Quero entrar na quadra jogar bem, só isso. O resto, vou aguentar firme.''

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