A seleção brasileira masculina de vôlei é sempre assediada quando joga no exterior. No Brasil, então, a procura por fotos e autógrafos dos craques campeões olímpicos e mundiais é maior ainda. Neste ambiente de empolgação, o ponta Giba mantém a serenidade e a concentração nas partidas contra a Argentina, hoje e amanhã, às 10 horas, pela segunda rodada da Liga Mundial 2006.
''Desde maio estávamos só treinando, sem jogar juntos. Ainda temos muito a melhorar e, em Belo Horizonte, espero atuações superiores às que tivemos na Argentina'', afirma Giba, que participou das duas vitórias sobre os argentinos por 3 sets a 0, em San Juan.
O poder de atração da equipe número 1 do ranking mundial é tão grande que os jogadores de Brasil e Argentina receberam o mesmo espaço na foto do cartaz elaborado pela Federação Argentina de Vôlei. ''É muito gratificante ter todo esse reconhecimento, mas também é muita responsabilidade. Chegar no topo é difícil, porém não tanto quanto se manter lá. E estamos nos mantendo há seis anos. Gosto de dizer que eu sozinho não sou o melhor. Nós somos os melhores. E o mais importante é ter na cabeça que precisamos mostrar isso em cada jogo'', diz Giba, que estreou na Liga Mundial em 1997 e participou dos títulos de 2001, 2003, 2004 e 2005.
Defesa Nos dois primeiros jogos da seleção masculina de vôlei na Liga Mundial 2006, Escadinha tornou complicada a missão dos argentinos de fazer a bola cair na quadra brasileira. Tanto que, depois de duas vitórias por 3 sets a 0, o líbero já se destaca nas estatísticas da competição: é o segundo mais eficiente na recepção e o quarto na defesa.
''Foi bom vencer as duas primeiras partidas, mas ainda precisamos acertar algumas coisas. O contra-ataque, por exemplo. A Argentina tem um levantador novo e é um time chato de enfrentar, pois defende muito e tem bom volume de jogo'', diz o líbero.

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