Rio - O bicampeão mundial de vôlei Giba e a esperança brasileira de medalhas na ginástica artística na Olimpíada de Pequim, Laís Souza, foram eleitos os melhores atletas do ano, na noite de gala do esporte, na terça-feira à noite, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Ambos venceram pela primeira vez o troféu e chegaram ao triunfo ao superarem, no masculino, o bicampeão olímpico da vela Torben Grael, e o ginasta Diego Hypólito, e, entre as mulheres, a bicampeã mundial do vôlei de praia Larissa, além da praticante de snowboard Isabel Clark.
A exemplo de Laís, Giba conquistou a maior honraria do esporte olímpico em sua segunda indicação. Em 2005, perdeu para o judoca João Derly, que havia ganho a medalha de ouro no Mundial do Egito, na categoria meio-leve (até 66 kg). Neste ano, após ter sido um dos principais responsáveis pela conquista do bicampeonato Mundial no vôlei para o Brasil, no início do mês no Japão, era considerado o favorito para ser eleito o destaque masculino da oitava edição do Prêmio Brasil Olímpico.
Apesar das quatro medalhas obtidas em etapas da Copa do Mundo de Ginástica em 2006, Laís deixou de coroar o ano ao ficar em quarto lugar no salto e na oitava posição nos exercícios de solo do Mundial da categoria na Dinamarca, em outubro. Mesmo com a aparente frustração, a ginasta superou Larissa e Isabel, que nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim fez história ao conseguir a melhor posição de um brasileiro na competição - nono lugar na prova de boarder cross.
O Prêmio Brasil Olímpico ainda agraciou outras cinco categorias: os melhores atletas do ano por modalidade, no total de 49 destaques; Troféu Adhemar Ferreira da Silva, Aída dos Santos; Troféu COI Esporte e Comunidade, Paulo Servo; melhor técnico, Bernardinho; além do melhores entre os paraolímpicos, a velocista Terezinha Guilhermina e o judoca Antonio Tenório.

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