Giba comenta possível volta
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domingo, 08 de fevereiro de 2009
Das agências 
Moscou - Há oito anos jogando no exterior, o ponteiro Giba está com saudades do verão. Afinal, quando não está defendendo a camisa de clubes europeus ou da seleção brasileira, o ponteiro passa férias na fria Curitiba. ''Acabo pegando o inverno brasileiro'', disse o jogador, com bom humor, direto da Rússia - onde joga no Iskra Odintsovo e onde o termômetro na última semana marcava 30 graus abaixo de zero. Confira os principais trechos da entrevista com o jogador:
Quais são as chances de você voltar a jogar no Brasil?
Giba - As chances são reais, pois a Cimed (de Florianópolis) tem interesse em me contratar desde maio do ano passado. Eles estão fazendo de tudo para viabilizar o meu retorno, assim como o Ary Graça (presidente da Confederação Brasileira de Vôlei) e a Olympikus, meu patrocinador. Mas ainda não posso dizer em que pé está essa negociação. O meu procurador (Jorge Assef) foi ao Brasil, sendo que ele já teve reuniões com outros times do exterior. Ainda há muita coisa para acontecer, até porque o meu contrato com o Iskra Odintsovo envolve multa e estamos na metade do campeonato russo. Mas acredito que a minha situação estará definida na segunda quinzena de março ou no máximo em abril.
Como os dirigentes russos estão reagindo a essa possibilidade?
Não estão gostando muito (risos). O meu contrato vai até o ano que vem, talvez eles queiram aumentar a oferta - e segurança financeira para a minha família é muito importante. Mas que fique claro: dinheiro não é tudo neste momento.
Do que você mais sente falta nestes oito anos fora do Brasil?
Sinto falta de tudo. Do meu país, da língua, do calor, da sensação de estar em casa... Faz oito anos que vivo somente no inverno, pois quando estou de férias vou para Curitiba e pego o frio de lá. Em todos esses anos eu procurei me adaptar da melhor forma possível. Vivi como os italianos vivem quando joguei lá e agora estou fazendo o mesmo na Rússia. Não posso ficar pensando no sol de 40 graus do Brasil, senão cometo o suicídio (risos).
Como a sua família encara a hipótese de morar no Brasil?
A idéia é muito bem-vinda, ainda mais se tratando de Florianópolis. Ninguém ficaria nem um pouco triste de morar lá, principalmente no verão. A Cristina (Pirv, esposa) foi jogadora por 20 anos e me entende muito bem. Estamos empolgados, gostando bastante da idéia. Já decidimos fixar residência no Brasil e quero estar de volta pelo menos dois anos antes de parar de jogar.


